O mundo dá voltas porque a vida é movimento, e tudo o que se move um dia retorna ao ponto onde a alma precisa aprender de novo. Há quem confunda isso com castigo, mas muitas vezes é apenas a lei silenciosa do equilíbrio, aquela que não grita, não ameaça, só devolve. O que hoje parece vantagem, amanhã pode ser peso. O que hoje parece perda, amanhã pode ser cura.
Repara como a existência ensina sem discursos: quem se alimenta do pequeno, sem respeito, esquece que o pequeno também é parte do Todo. Há escolhas que parecem mínimas, quase invisíveis, mas deixam sementes no chão do tempo. E o tempo é um jardineiro fiel, ele não esquece de regar aquilo que você plantou, seja luz, seja sombra.
Espiritualmente, as voltas do mundo são convites. Convites para rever intenções, purificar o olhar, desacelerar o impulso de vencer a qualquer custo. A vida não exige perfeição, ela pede consciência. E quando a consciência desperta, a gente entende que o verdadeiro triunfo não é estar acima de alguém, é estar acima do próprio ego, com mansidão, justiça e verdade.
Se hoje você sente que algo está “voltando”, não tema. Pergunte ao seu coração: o que isso quer me ensinar? Talvez seja a hora de devolver o bem que você adiou, de pedir perdão com coragem, de encerrar um ciclo com dignidade, de abençoar quem partiu, de honrar quem ficou. Porque quando a alma escolhe a luz, a volta do mundo deixa de ser queda e vira caminho.
E no fim, o mundo dá voltas, sim. É natural. Mas também é misericórdia, quando a gente aprende a voltar para o que é certo. Que assim seja!

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