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Você já se perguntou por que seu cachorro se aproxima quando não há chamado, nem barulho, nem motivo visível? Talvez ele esteja respondendo a uma linguagem que não passa pela voz. Cães são presença que percebe, são coração atento ao que transborda por dentro e não encontra saída.

Ele não chega apenas por carinho. Ele chega como quem pressente um nó na sua energia, como quem sente a sua alma oscilar mesmo quando o seu rosto finge firmeza. Quando encosta a cabeça no seu colo, quando se deita aos seus pés, quando fica perto em silêncio, ele não está só pedindo afeto, está oferecendo um tipo raro de cuidado, aquele que não pergunta, não acusa, não exige explicação.

Enquanto você acredita que o protege do mundo, muitas vezes é ele quem guarda o seu invisível. Ele absorve tensões que você normalizou, recolhe tristezas que você aprendeu a esconder, vigia a sua noite por dentro. Há cães que parecem vigiar a casa, mas na verdade vigiam o coração do dono, como se dissessem sem palavras: você pode descansar, eu estou aqui.

Eles não curam com discursos, curam com constância. A espiritualidade se manifesta assim, em gestos simples que viram abrigo. Um olhar que te encontra no meio do caos. Uma pata que te chama de volta para o agora. Um suspiro que parece levar embora o peso que você não conseguiu nomear.

E quando, de repente, você sente uma paz estranha, um alívio sem explicação, uma leveza que chega como brisa em dia quente, lembre-se: pode ter sido ele, silenciosamente, harmonizando você com amor puro, como quem recolhe tempestades antes que virem chuva.

Qual é o nome do seu filho de quatro patas?


Diário Espírita 

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