Recorda que a obediência é o alicerce da ordem, nos mais recuados
círculos da natureza, e aprendamos a obedecer, se realmente nos
propomos concretizar o ideal superior que abraçamos.
Obedece a árvore ao decreto divino que lhe prende a raiz ao solo e
converte-se em gênio protetor, no caminho das criaturas.
Obedece a fonte à determinação de mover-se colada ao solo e
transforma-se em corrente de forças fecundantes que favorecem no
campo o perfume da flor e a alegria do pão.
Tudo o que representa utilidade à mesa da civilização encontra na
obediência a sua razão de ser.
O animal obedece e domestica-se.
A semente obedece e produz.
Não olvides, que no Cristianismo é preciso confiar o coração ao Divino
Artífice que é Jesus, para que a nossa existência lhe receba a
santificante vontade.
Não vale procurar o Evangelho para dissipar-lhe os tesouros em
manifestações palavrosas.
Sem dúvida, ensinar é capítulo importante do nosso trabalho, que
não podemos e nem devemos olvidar.
Imperioso, porém, reconhecer que somente ensinaremos com
segurança aprendendo, por nossa vez, na escola da disciplina, à
frente do Cristo, submetendo nossa posição inferior ao sopro criativo
de sua bondade e sabedoria.
Obedecendo a Jesus e conformando-nos à Verdade que Ele
personaliza em seu exemplo de amor e luz, converter-nos-emos de
beneficiários em aprendizes e de aprendizes em servidores fiéis da
sua Doutrina de Redenção no curso do tempo incessante.
Aprendamos a viver sob o jugo do Senhor, dentro da nossa liberdade
de escolher o próprio caminho, de vez que somente pelo cativeiro
voluntário aos nossos deveres é que caminharemos para a nossa
definitiva emancipação.
Do livro Instrumentos do Tempo. Psicografia de Francisco Cândido
Xavier.
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