Não existe mal em possuir o dinheiro.
O mal decorre da invigilância, quando permitimos na Terra que o dinheiro nos possua.
A fortuna é responsabilidade.
A moeda é instrumento.
Certo que o ouro transviado garante furna brilhante ao vício; contudo, não é
Menos certo que o ouro dignamente conduzido assegura pouso à atividade edificante.
A finança que patrocina os excessos da mesa é igual aquela outra que se faz pão em
socorro dos companheiros que enlanguescem de fome.
Recursos materiais que favorecem o mercado de entorpecentes, são aqueles mesmos que
alimentam a forja bendita da indústria.
Orientemos o dinheiro na direção da caridade e se transfigurará ele em sementeira de
bênçãos.
Empreguemos simples migalha de que possamos dispor, em benefício dos semelhantes e
verificaremos que alguns cruzeiros realizam vasta lavoura de simpatia e cooperação que os
mais alentados créditos bancários não conseguiriam comprar.
Observemos a fonte que espalha os tesouros da natureza.
Se prossegue no curso traçado, será sempre a base da vida, nas se frustrada na tarefa que
lhe cabe cumprir, gera o pântano, que canaliza a morte.
Dinheiro será sempre um agente do bem para que o mal desapareça da Terra. O
essencial é que venhamos a utilizá-lo a serviço do próximo, na direção da felicidade de
todos.
À vista disso, se podes amparar alguém com o dinheiro que te foi confiado, não adies
para amanhã o trabalho de fraternidade que pretendes fazer.
ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER
Centro Espírita Amor e Luz
Matosinho – MG 10.07.1963
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