Todas as formas de beneficência se revestem de grandeza
singular, no entanto, aquela em que o amor se te exterioriza será sempre a mais alta.
Quando irradias semelhante luz, notarás que fulgurações de alegria se te reluzem no
íntimo, conquanto encerradas na felicidade interior que nem sempre consegues
transferir.
Pensas na dádiva de ti mesmo, tantas vezes esquecidas,
com as quais te podes iluminar, ates as leis da vida.
*
Percebeste o caminho tortuoso em que determinado amigo
terá situado os próprios pés...
Abençoa-o em silêncio e ora a favor dele sem agravar-lhe
os problemas com censuras, observando que Deus zelará por ele nas experiências
difíceis a que transitoriamente se afeiçoe.
*
Aquela pessoa querida não te correspondeu aos desejos,
nessa ou naquela realização...
Abastem-te da cobrança afetiva, meditando nas
dificuldades que lhe terão motivado a omissão, na certeza de que a Divina Providência
lhe terá concedido encargos, dos quais, por enquanto, não deves compartilhar.
*
Certo companheiro escolheu um tipo de existência diverso
daquele em que te pacificas.
Endereça-lhe vibração de apoio, auxiliando-o a realizar-se
para o bem, nos setores de burilamento em que se veja, sem ampliar-lhe os empeços
na convicção de que Deus conhece a melhor maneira de conduzi-lo.
*
Outra criatura de teu mundo pessoal haverá caído em
erro...
Não lhe atrase o reajuste com o açoite da condenação,
mas sim lhe envia o amparo que se te faça possível, compenetrando-te de que Deus
saberá levanta-la.
*
Deixa que a compreensão te brilhe na alma por estrela
íntima.
A Eterna Providência nos socorre e abençoa sem metro ou
balança.
Tristeza e sofrimento que alegues, quase sempre se
verificam em função dos outros. Entretanto não nos esqueçamos de que os outros e
nós somos todos de Deus.
Do Livro “COMPANHEIRO” – PSICOGRAFIA: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
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