LEIS MORAIS DA VIDA ***

 

São de todos os tempos as leis morais da vida, estabelecidas pelo

Supremo Pai.

 Invioláveis, constituem o roteiro de felicidade pelo rumo evolutivo,

impondo-se, paulatinamente, à inteligência humana achando-se estabelecidas

nas bases da harmonia perfeita em que se equilibra a Criação.

 Reveladas através dos tempos, a pouco e pouco, não se submetem às

injunções transitórias das paixões humanas, que sempre desejaram padronizálas ao próprio talante, submetendo-as às suas torpes determinações.

 Inspiradas à humanidade pelas forças vivas da Natureza desde os dias do

‘homem primitivo, passaram a constituir a ética religiosa superior de todos os

povos e de todas as nações.

 Leis naturais de amor, justiça e eqüidade, são o fiel da conquista do

espírito que, na preservação dos seus códigos sublimes e na vivência da sua

legislação, haure o próprio engrandecimento e plenitude.

O desacato, a desobediência aos seus códigos engendram o sofrimento e

o desalinho do infrator, que de forma alguma consegue fugir ao reajuste

produzido pela rebeldia ou insânia de que se faz portador.

Profetas, legisladores e sábios têm sido os maleáveis instrumentos de que

se utilizou o Pai Amantíssimo através dos tempos, a fim de que o homem, no

ergástulo carnal, pudesse encontrar a rota segura para atingir o reino venturoso

que o espera.

Dentre todos, porém, foi Jesus o protótipo da misericórdia divina, “o tipo

mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e

modelo”, o próprio Rei Solar.

Vivendo em toda a pujança o estatuto das “leis morais”, deu cumprimento

às de ordem humana, submeten-do-se, pacificamente, instaurando o período

fundamentado na de amor, que resume todas as demais e as comanda com

inexcedível mestria.

Modelo a ser seguido, ensinou pelo exemplo e pelo sacrifício, selando em

testemunho supremo a excelência do seu messianato amoroso, através da

doação da vida, incitando-nos a incorporar ao dia-a-dia da existência a

irrecusável lição do seu auto-ofertório santificante.

*

lnspiramo-nos para elaborar esta Obra no incomparável “O Livro dos

Espíritos”, de Allan Kardec, Parte 3ª, “Das leis morais” (*).

Não pretendemos produzir um trabalho de exegese doutrinária, mas

respingar alguns conceitos e opiniões atuais nas nobres e relevantes lições ali

exaradas, por considerarmos insuperável e de profunda momentaneidade a

Obra Kardequiana, repositório fiel do Consolador, conforme prometido por

Jesus.

Dividimos o nosso estudo nas onze leis morais, conforme a classificação

kardequiana, utilizando-nos de variado assunto para a meditação e a

renovação íntima daqueles que se interessam pela Doutrina Espírita, ou que no

báratro destes dias de inquietação padecem a sede de Deus, requerem ao Alto

respostas imediatas às interrogações afligentes, pedem orientações.

O homem viaja com os seus formidáveis bólides espaciais fora ‘da órbita da Terra, e, todavia, não se conhece a si mesmo.

Descobre o mundo que o fascina e não se penetra das responsabilidades

morais que lhe cabem.

Altera a face do planeta que habita e pretende modificar as “leis morais”

que regem o Universo, mergulhando, então, em profunda amargura.

Apresenta conceitos valiosos e concepções de audaciosa matemática,

desvendando as leis da gravitação, da aglutinação das moléculas, da estrutura

genética dos seres e, todavia, impõe absurdas determinações no campo moral,

legalizando o aborto, ressuscitando a pena de morte, programando a família

mediante processos escusos, precipitados, advogando a dissolução dos

vínculos matrimoniais estimulado por terrível licenciosidade, fomentando a

guerra...

Há dor e loucura, fome, miséria moral e social em larga escala, num

atestado inequívoco do primarismo moral que vige em indivíduos e

coletividades ditos civilizados.

As leis morais da vida são impostergáveis.

Ninguém as derroca; não as subestima impunemente; não as ignora, embora

desejando fazê-lo. Estão insculpidas na consciência das criaturas. Mesmo o

bruto sente-as em forma de impulsos ou pelo luzir da sua grandeza transcendente nos pródromos da inteligência.

Leis imutáveis, são as leis da vida. 



Joanna de Ângelis

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