A poda propicia renovação da planta.
A drenagem faculta a modificação do campo.
A decantação aprimora a qualidade do líquido.
O cautério enseja laqueação de vasos e destruição dos tecidos
contaminados.
A modificação dos hábitos viciosos fomenta o entusiasmo que liberta do
comodismo pernicioso e da atividade perturbadora.
Imperioso o esforço para a renovação que gera bênçãos e é matriz de
prodigiosas conquistas.
Renovar idéias — haurindo no manancial inesgotável do Evangelho a
inspiração superior.
Renovar palestras — mediante o exercício salutar do pensamento
comedido e nobre.
Renovar atividades — colocando o “sal” da alegria e a gota de amor em
cada tarefa a ser realizada.
Renovar objetivos — através do estudo contínuo das metas e meios para
a libertação espiritual, tendo em vista a decisão irrevogável de triunfar sobre as
imposições afligentes que conspiram no mundo contra a paz verdadeira do
espírito.
Renovar é processo fecundo de produzir. Não apenas renovar para
variar, antes reativar os valores que jazem vencidos pela rotina pertinaz, ou
redescobrir os ideais que, a pouco e pouco, vão consumidos pelo marasmo,
vencidos pela modorra, desarticulados pelas contingências da mecânica
realizadora.
A renovação interior — poda moral — desse modo, exige disciplina e
sacrifício para lograr o êxito que se pretende colimar.
*
Diante da questão desagradável, que já não consegues resolver, renova
a paciência e tenta uma vez mais.
Ante a pessoa irritante que já conseguiu fazer-se antipática, renova
conceitos e insiste na fraternidade um pouco mais.
Face ao antagonista gratuito que logra desagradar-te, renova o esforço
de vencer-te e sê gentil ainda mais.
Perante o sofrimento que parece destruir-te, renova-te pela oração e
confia mais.
*
O discípulo do Evangelho, que desdenha o milagre da renovação, pode
ser comparado ao trabalhador que menospreza a esperança torna-se vítima
fácil para o fracasso.
Jesus, o Sublime Exemplo, ensinando a perene urgencia da renovação
dos propósitos superiores, cercou-se de pessoas difíceis de serem amadas,
compreendidas, ajudadas, não desperdiçando situações nem circunstâncias
negativas, armadilhas e astúcias em momentos de aflitivas conjunturas, propiciando-nos, assim, a demonstração do valor do ideal e da vivência do
Bem, conseguindo todos renovar e tudo modificar, em razão dos objetivos
elevados do Seu ministério entre os homens.
Sem reclamar contra o pecado, renovou os pecadores.
Sem invectivar a astúcia, renovou as vítimas da perturbação bem urdida.
Sem reagir contra os que O perseguiam em caráter contumaz, renovou
todos os que se facultavam a Sua palavra.
Toda a mensagem que nos legou, mediante palavras ou ações,
constituiu um poema e um hino de bênçãos à renovação do homem, do mundo
e da Humanidade.
JOANNA DE ÂNGELIS/DIVALDO FRANCO
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