Crítica 3 """"

 Diante dos acontecimentos chocantes do dia-a-dia e face a determinados comportamentos equivocados que recebem aplauso

geral, vem-te a tentação de criticar.

Algumas palavras bem colocadas, e serão suficientes para

desmascarar mandatários inescrupulosos e indivíduos subservientes de conduta vil.

Quase todas as pessoas do círculo onde eles se movimentam,

conhecem-lhes as falhas. Não obstante, sorriem com falsa anuência em relação à sua forma de viver, quase os detestando.

*

Tu, que procuras ser honesto contigo mesmo e com o teu próximo, ficas magoado, desejoso de te referires às deficiências que

caracterizam essas pessoas e esses fatos.

Este procedimento em nada ajudará aos criticados, que se irritarão, carregando-se de ódio contra ti e passando a perseguir-te,

piorando a própria situação.

A crítica ácida, inspirada pela revolta ou pelo ressentimento,

não contribui para a mudança delas ou das ocorrências examinadas.

Ninguém gosta de sofrer críticas, mesmo quando merecidas.

*

A palavra gentil de ajuda e de esclarecimento produz melhor

efeito do que a acusação, irada, a censura severa.


A tua melhor maneira de criticar o erro será agir com acerto,

diferenciando-te pela forma de atuar, em relação àquele que se

comporta irregularmente.

A força da retidão se expressa pela conduta, muito mais do

que através das palavras.

Evita a crítica, forma sutil de vingança e, não raro, de despeito sórdido.

A tua vida deve tornar-se uma lição viva de correção e dignidade, sem que estejas apontando os erros e debilidades alheios.


JOANNA DE ÂNGELIS/DIVALDO FRANCO

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