quarta-feira, 27 de julho de 2011

NA SUBIDA ESPIRITUAL

"Mas alguém dirá: tu tens a fé e eu tenho as obras;
mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé".
- (Tiago, 2:18)



Esmorecer na prática das boas obras será desmerecer-nos diante delas. Acontece o
mesmo no trabalho de elevação.
A planta que hoje reclama extremo cuidado ao cultivador não lhe dá frutos imediatos.
O aprendiz, de começo, na escola, não responde às argüições do professor na pauta do
entendimento e da cultura com que lhe recolhe os ensinamentos.
Que seria de nós, as criaturas humanas destinas à perfeição Angélica, se o Criador nos
exigisse chegar à meta de um dia para outro?
Em todo empreendimento digno, tanto quanto em qualquer construção, entre o início e o
acabamento da tarefa jazem, de permeio, o ideal e o serviço, a persistência e a
esperança.
E quando a empresa em curso se refere ao nosso anseio de melhorar espiritualmente
aqueles que mais amamos, é forçoso reconhecer que ninguém consegue modificar
alguém, sem que esse alguém se disponha à transfiguração necessária.
Compreendamos assim que, se não é lógico alterarem-se, por nossa causa, as leis e as
experiências que regem as criaturas e as instituições que nos sejam queridas, podemos
perfeitamente mudar a nós mesmos pela força de nossa vontade na oração, na decisão,
no serviço e na lealdade aos compromissos assumidos para a sustentação das boas
obras, seja no plano externo ou no campo íntimo, em nós ou fora de nós, aprendendo a
compreender e a sofrer, a edificar e a servir, a suportar e a esperar.