domingo, 31 de julho de 2011

ROGATIVA DO OUTRO

Espírito: MEIMEI.
Sei que te feri sem querer, em meu gesto impensado.
Pretendias apoio e falhei, quando mais necessitavas de arrimo. Aguardavas alegria e
consolo, através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...
Entretanto, volto a ver-te e rogo humildemente para que me perdoes...
Ouviste-me a palavra correta e julgaste-me em plena luz; sem perceber o espinheiro
de sombra encravado em minhalma; Reparaste-me o traje festivo, mas não viste as
chagas de desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.
Às vezes encorajo muito daqueles que me procuram, fatigados de pranto, não por
méritos que não tenho e sim esparzindo os tesouros de amor dos espíritos generosos
que me sustentam, contudo, justamente na hora em que me buscaste, chorava sem
lágrimas, nas últimas raias da solidão. Talvez por isso não encontrei comigo senão
frieza para ofertar-te.
Revela-me o desespero quando me pedias brandura e desculpa-me o haver-te dado
reprovação, quando esperavas entendimento.
Deixa, porém, que eu te abrace de novo e, então, lerão em meus olhos, estas breves
palavras que me pararam na boca: perdoa-me a falta e tem dó de mim.