sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Curas

“E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o
reino de Deus.” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 9.)
Realmente Jesus curou muitos enfermos e recomendou-os, de modo
especial, aos discípulos.
Todavia, o Médico Celestial não se esqueceu de requisitar ao Reino Divino
quantos se restauram nas deficiências humanas.
Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos
expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual.
Que o homem comum se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que
entenda o valor da saúde. Existe, porém, tanta dificuldade para compreendermos
a lição oculta da moléstia no corpo, quanta se verifica em assimilarmos o
apelo ao trabalho santificante que nos é endereçado pelo equilíbrio orgânico.
Permitiria o Senhor a constituição da harmonia celular apenas para que a
vontade viciada viesse golpeá-la e quebrá-la em detrimento do espírito?
O enfermo pretenderá o reajustamento das energias vitais, entretanto,
cabe-lhe conhecer a prudência e o valor dos elementos colocados à sua
disposição na experiência edificante da Terra.
Há criaturas doentes que lastimam a retenção no leito e choram aflitas, não
porque desejem renovar concepções acerca dos sagrados fundamentos da
vida, mas por se sentirem impossibilitadas de prolongar os próprios desatinos.
É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior
para isto, contudo, em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável
que o interessado na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito,
compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor