sábado, 22 de outubro de 2011

FÉ INOPERANTE

“Assim também a fé., se não tiver as obras, é morta em si mesma.” -
(TIAGO,2:17.)
A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os
tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com
clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a
benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.
Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? de
uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? de uma luz
que não se irradie?
Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se
não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em
simples inutilidade? Sustentaremos absoluta esperança nas obras que
a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o
serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente,
a caminho da desintegração.
A crença religiosa é o meio.
O apostolado é o fim.
A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se
estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria,
engrandecimento e sublimação.
Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no imo do ser,
demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior,
procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor
do progresso comum.
A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de
Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho
incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa
a viver.
Guardar, pois, o êxtase religioso no coração! sem qualquer atividade
nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor,
consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será
conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado
entre as flores inúteis das promessas brilhantes.