quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O PROBLEMA DE AGRADAR

“Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo do Cristo
— Paulo. (GÁLATAS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 10.)

Os sinceros discípulos do Evangelho devem estar muito preocupados com
os deveres próprios e com a aprovação isolada e tranqüila da consciência, nos
trabalhos que foram chamados a executar, cada dia, aprendendo a prescindir
das opiniões desarrazoadas do mundo.
A multidão não saberá dispensar carinho e admiração senão àqueles que
lhe satisfazem as exigências e caprichos; nos conflitos que lhe assinalam a
marcha, o aprendiz fiel de Jesus será um trabalhador diferente que, em seus
impulsos instintivos, ela não poderá compreender.
Muita inexperiência e invigilãncia revelará o mensageiro da Boa Nova que
manifeste inquietude, com relação aos pareceres do mundo a seu respeito;
quando se encontre na prosperidade material, em que o Mestre lhe confere
mais rigorosa mordomia, muitos vizinhos lhe perguntarão, maliciosos, pela
causa dos êxitos sucessivos em que se envolve, e, quando penetra o campo
da pobreza e da dificuldade, o povo lhe atribui as experiências difíceis a
supostas defecções ante as sublimes idéias esposadas.
É indispensável trabalhar para os homens, como quem sabe que a obra
integral pertence a Jesus-Cristo. O mundo compreenderá o esforço do servidor
sincero, mas, em outra oportunidade, quando lho permita a ascensão evolutiva.
Em muitas ocasiões, os pareceres populares equivalem à gritaria das
assembléias infantis, que não toleram os educadores mais altamente
inspirados, nas linhas de ordem e elevação, trabalho e aproveitamento.
Que o sincero trabalhador do Cristo, portanto, saiba operar sem a
preocupação com os juízos errôneos das criaturas. Jesus o conhece e isto
basta.