quarta-feira, 26 de outubro de 2011

QUANDO ORARDES

“E, quando estiverdes orando, perdoai.” — Jesus. (MARCOS,
CAPÍTULO 11, VERSÍCULO 25.)
A sincera atitude da alma na prece não obedece aos movimentos
mecânicos vulgares. Nas operações da luta comum, a criatura atende,
invariavelmente, aos automatismos da experiência material que se modifica de
maneira imperceptível, nos círculos do tempo; todavia, quando se volta a alma
aos santuários divinos do plano superior, através da oração, põe-se a
consciência em contacto com o sentido eterno e criador da vida infinita.
Examine cada aprendiz as sensações que experimenta em se colocando
na posição de rogativa ao Alto, compreendendo que se lhe faz indispensável a
manutenção da paz interna perante as criaturas e quadros circunstanciais do
caminho.
A mente que ora, permanece em movimentação na esfera invisível.
As inteligências encarnadas, ainda mesmo quando se não conheçam entre
si, na pauta das convenções materiais, comunicam-se através dos tênues fios
do desejo manifestado na oração. Em tais instantes, que devemos consagrar
exclusivamente à zona mais alta de nossa individualidade, expedimos mensagens,
apelos, intenções, projetos e ansiedades que procuram objetivo
adequado.
É digno de lástima todo aquele que se utiliza da oportunidade para dilatar a
corrente do mal, consciente ou inconscientemente. É por este motivo que
Jesus, compreendendo a carência de homens e mulheres isentos de culpa,
lançou este expressivo programa de amor, a benefício de cada discípulo do
Evangelho: — “E, quando estiverdes orando, perdoai.”