sexta-feira, 18 de novembro de 2011

AUTOLIBERTAÇÁO

"...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada
podemos levar dele," - Paulo, (I TIMOTEO, 6:7.)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do "eu", começa o
teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver "como possuindo
tudo a nada tendo", "com todos e sem ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de
aconchego e socorro e se sabes; que te retirarás dela sozinho,
resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu
crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada
criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência
da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de
tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a
vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não
dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as
situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te
seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material
de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma
persistência empregada no serviço de higiene do leito em que
repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o
sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar
espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de
que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e
não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina
felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem
comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que
te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que
esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da
advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer
patrimônios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e
manifesto é que nada podemos levar dele".