terça-feira, 15 de novembro de 2011

A CRIANÇA É O FUTURO

No quadro de renovações imediatas do mundo, problemas
angustiosos absorverão naturalmente os sociólogos mais atilados.
A civilização enferma requisita recursos salvadores, socorros providenciais, em face
do transcendentalismo da atualidade. Organismo devastado por moléstias indefiníveis,
a sociedade humana está compelida a examinar detidamente as questões mais
dolorosas, tocando-lhes a complexidade e a exensão. Tão logo regresse à paisagem
pacífica, reconhecerá a necessidade da reconstrução salutar.
Entretanto, a desilusão e o desânimo serão inevitáveis no círculo dos lutadores.
Por onde recomeçar:
As experiências amargas terão passado, rumo aos abismos do tempo, substituindo
nas almas o anseio justo da concórdia geral, todavia, é razoável ponderar a
preocupação torturante a se fazer sentir, em todos os planos do pensamento
internacional.
As noções do direito, os ideais de justiça econõmica, as garantias da paz, surgirão,
à frente das criaturas, solicitando-lhes o concurso devido, para a total extinção das
sombras da violência, mas, no exame das providências de ordem geral é
imprescindível reconhecer que a reconstrução do planeta é inciativa educacional.
É quase incrível, no entanto, que o problema seja, ainda, de orientação infantil,
objetivando-se horizontes novos.
A criança é o futuro.
E, com exceção dos espíritos missionários, os homens de agora serão as crianças
de amanhã, no processo reencarnacionista.
O trabalho redentor da nova era há de começar na alma da infância, se não
quiserdes divagar nos castelos teóricos da imaginação superexcitada. É lógico que a
legislação será sempre a casa nobre dos princípios que asseguram os direitos do
homem, entretanto, os governos não poderiam realizar integralmente a obra
renovadora sem a colaboração daqueles que hajam sentido a verdade e o bem com
Jesus Cristo.
A crise do mundo não estará solucionada com a simples extinção da guerra.
O quadro de serviço presente é campo de tarefas esmagadoras que assombram
pela grandeza espiritual.
Pede-se a paz com vitória do direito e ninguém contesta a legitimidade de
semelhante solicitação. Mas é idispensável organizar o programa de amanhã. A
sociologia abrirá as possibilidades que lhe são próprias, por restituir ao mundo o
verdadeiro equilíbrio de sua evolução ascencional.
Não nos esqueçamos, porém, de que a psicologia do homem comum ainda se
enquadra na esfera de análise devida à criança.
É por isto, talvez, que Jesus, por mais de uma vez, deixou escapar o sublime
apelo: - “Deixai vir a mim os pequeninos”. Não observamos aqui, tão somente, o
símbolo da ternura. O Mestre não demonstrava atitude meramente acidental, junto à
paisagem humana, aureolada de sorriso infantis. Aludia, sim, à tarefa bem mais
profunda no tempo e no espaço. Sabia Ele que durante séculos a grande questão das
criaturas estaria moldada em necessidades educativas. E com muita propriedade o
Cristo exclama – “deixai vir a mim” – e não simplesmente – “vinde a mim”. Sua
exortação divina atinge a todos os que receberam a mordomia da responsabilidade
espiritual nos quadros evolucionários da Terra, para que não impeçam à mente
humana o acesso real às suas fontes de verdades sublimes.
Constituindo a infância a humanidade futura, reconhecemos ao seu lado a região
de semeadura proveitosa. E, reconhecendo, nós encontraremos outra senda de
redenção, estranha aos fundamentos de sua doutrina de verdade e de amor.
Desse modo, a par do esforço sincero de quantos cooperam pelo ressurgimento da
concórdia no mundo, voltemo-nos para as crianças de agora, cônscios de que muitos

de nós seremos a infância do porvir. Organizemos o lar que forma o coração e o
caráter, e a escola que iluminará o raciocínio.
Estejamos igualmente atentos à verdade de que educar não se resume apenas a
providências de abrigo e alimentação docorpo perecível.
A Terra, em sí mesma, é asilo de caridade em sua feição material. Governantes e
sacerdotes diversos nunca esqueceram, de todo, a asssitência à infância desvalida,
mas são sempre raros os que sabem oferecer o abrigo do coração, no sentido de
espiritualidade, renovação interior e trabalho construtivo.
Em nutrindo células orgânicas, não olvideis a alimentação espiritual imprescindível
às criaturas.
No quadro imenso da transformação em que vossas atividades se localizam
atialmente, a iniciativa de educação é de importância essencial no equilíbrio do
mundo.
Cuidemos da criança, como quem acende claridades no futuro. Compareçamos, em
companhia delas, à presença espiritual de Cristo e teremos renovado o sentido da
existência terrestre, colaborando para que surjam as alegrias do mundo num dia
melhor.