quarta-feira, 14 de maio de 2014

Maria de Nazaré

Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.
É com esta denominação que a Mãe de Jesus foi eleita para ser a protetora de Curitiba, a capital paranaense.
E existem outras tantas denominações com que ela é lembrada.
De acordo com o local, as circunstâncias,  recebe o adjetivo.
Nossa Senhora de Fátima, de La Salete, dos Navegantes, Imaculada Conceição, Nossa Senhora Aparecida.
Algumas das denominações têm a ver com aparições de Espíritos luminosos.
Apresentando-se com características femininas e excelsa beleza, foram tomados pela própria Mãe de Jesus.
Foi somente na segunda metade do século IV que Maria passou a ser objeto de culto.
Na Armênia, na Gália e na Espanha, os documentos do século VI registram um dia consagrado à Maria. Em Roma, as festas em sua homenagem aparecem só no século VII.
Não se sabe ao certo se as aparições eram realmente da Mãe de Jesus. No entanto, todas as religiões cristãs reverenciam a figura ímpar de Maria de Nazaré.
No Espiritismo aprendemos a reconhecer em Maria uma entidade muito evoluída.
Há mais de dois mil anos já havia conquistado elevadas virtudes que a tornaram apta a desempenhar, na crosta terrestre, a elevada missão de receber nos braços o emissário de Deus.
Emissário que se fez menino para se transformar no modelo de perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra.
Após o episódio da crucificação do filho, Maria permanece um curto período em Bataneia.
Depois se transfere, com João Evangelista, para Éfeso. Ali estabelece um pouso e refúgio aos desamparados.
Com João, passa a ensinar as verdades do Evangelho. Em poucas semanas, a casa de João se transforma num ponto de assembleias adoráveis.
Maria fala das suas lembranças. Fala sobre Jesus com maternal enternecimento.
Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados passam a frequentar o sítio generoso.
São velhos e desenganados do mundo que vêm ouvir as palavras confortadoras.
São enfermos que invocam sua proteção. Infortunados que pedem a bênção de seu carinho.
Sua morada passa a ser conhecida como a Casa da Santíssima.
Assim foi até sua morte. Ao libertar-se do vaso físico, ela deseja rever a Galileia.
Fora ali que seu filho apresentara as mais belas canções da Imortalidade.
Em seguida, visita os cárceres de Roma, repletos de discípulos do Mestre, que aguardam a morte. Conforta-os e lhes transmite bom ânimo.
Na Espiritualidade, Jesus lhe confia a assistência aos suicidas.
Esses Espíritos, em profundo sofrimento no Além, são atendidos pela legião dos Servos de Maria.
Maria é, pois, a sublime acolhedora desses Espíritos que se arrojaram aos abismos da morte voluntária.
Todas as petições que a ela são dirigidas, são acolhidas pelos seus emissários. Examinadas e atendidas, conforme o critério da verdadeira sabedoria.
Maria de Nazaré prossegue amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.
Os espíritas a reconhecem como ser sublime que, na Terra, mereceu a missão honrosa de seguir, com solicitude maternal, Aquele que foi o redentor dos homens, nosso Mestre e Senhor Jesus.

Redação do Momento Espírita, com base em dados
históricos colhidos no verbete
Maria, na Enciclopédia
Mirador, v.13, ed.  Encyclopaedia Britannica do Brasil.