quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Preceptor das almas

“Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador
moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as
profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da
natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina...”
(Capítulo 1, item 4.)


Ele andou pelos caminhos terrenos desprovido de qualquer apego,
consideração ou aplausos.
Ensinou a excelência da mensagem do amor em sua grandeza superlativa
e, ao mesmo tempo, percorreu os caminhos, desacompanhado de seus pais ou
parentes, solicitando, todavia, a presença espontânea de amigos amorosos
que lhes absorveram as lições inesquecíveis.
Não tinha sequer onde reclinar a cabeça, despojado de qualquer bem
material; nunca tomava decisões precipitadas em face de atitudes positivas ou
negativas que aconteciam em seu redor, mas sempre reflexionava com sua
estrutura divina, pois tinha plena consciência de sua missão terrena em favor
da educação de uma humanidade ignorante e sofredora.
Ele afirmava que todos deveriam ser vistos como irmãos ou amigos,
porque sabia que em potencial poderiam vir a ser pais, filhos, cônjuges ou
irmãos, visto que é da lei universal a reencarnação e a caminhada a um só
rebanho e a um só Pastor.
Independente de tudo e de todos, conhecia a estrada a ser percorrida, pois
estava seguro em Si mesmo; dessa forma, fez sua trajetória livre de
convenções e padrões preestabelecidos, não aceitando preconceitos de
qualquer matiz, porqüanto sabia transitar com grandeza e dignidade pelos
caminhos do mundo. Criatura magnífica, retinha na mente poderes que lhe permitiam
manipular desde a intimidade da matéria até as essências mais sutis da
alma humana.
Homem generoso, sempre voltado à Natureza, com a qual se integrava
em plenitude.
Amava os lírios dos campos, os pássaros dos céus, os montes
arborizados, as brisas da manhã, as águas dos lagos, os trigais, e a própria
natureza divina que existe em tudo e em todos.
Ele exemplificou as belezas naturais terrenas, comparando-as com o
Reino dos Céus, fazendo dessa forma um elo divino, isto é, uma ligação de
amor entre os Céus e a Terra.
Ensinou-nos a respeitar inicialmente as coisas da Terra, para que
pudéssemos, então, amar as coisas da Vida Maior.
Aparentemente fracassado na cruz, mostrou-nos logo após que venceu
o mundo em todos os aspectos.
Jesus podia “ver” com absoluta facilidade por trás das cortinas do teatro
da vida humana e tinha a nítida percepção das intenções mais secretas.
Os seres humanos, para Jesus, eram verdadeiros “livros abertos”: seu
olhar penetrava o âmago das almas, onde conseguia alcançar seus pontos
fracos.
Não sufocava com a força de sua personalidade aqueles que O
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procuravam; ao contrário, afirmava: ‘Tudo depende de ti”, ou mesmo, “Atua fé
te curou”. Em outras ocasiões, aconselhava-os:
“Vai e não peques mais”, convidando-os para uma vida autêntica e
oferecendo apoio e incentivo para construírem a “Casa sobre a rocha”.
Foi Mestre por excelência, porque se manteve longe dos excessos nos
relacionamentos: do excesso de “convites”, que promove desmedido
envolvimento pessoal, dificultando a ajuda real, e do excesso de “indiferença”,
que provoca falta de compaixão e posicionamento frio.
Preceptor das Almas, levou-nos à reflexão íntima, ou melhor, à
interiorização de nós mesmos, quando assegurou: “Eu estou no Pai e o Pai
está em mim”, (1) formalizando assim a necessidade do nosso
autoconhecimento como base vital para alcançarmos o Reino do Céus.
Sigamos Jesus, Ele é a Luz do Mundo, o Sol Fulgurante que aquece as
almas do frio interior, da desilusão e da desesperança.
Busquemos Jesus agora e sempre, porque só assim estaremos
caminhando ao encontro da paz tão almejada.
(1) João 14:11.