quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Belo planeta Terra


“Ora, da mesma forma que, numa cidade, toda a população não está
nos hospitais ou nas prisões, toda a Humanidade não está sobre a Terra;
como se sai do hospital quando se está curado, e da prisão quando se
cumpre o tempo, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando
está curado das suas enfermidades morais.”


 Realmente, a Terra é um minúsculo grão de areia no imenso cosmo
universal. Mundos incontáveis, estrelas de maior grandeza que o Sol, circulam
pelos complexos interplanetários, e constelações inúmeras se encaixam em
galáxias de milhares de anos-luz.
Assegura a ciência que a Via-Láctea possui mais de 200 milhões de
estrelas espalhadas harmonicamente entre suas nebulosas, e que sua forma
espiralada tem uma extensão aproximada de 100 mil anos-luz para ser
percorrida de uma ponta a outra.
Vivemos num turbilhão de galáxias e galáxias, somos viajores do
espaço, habitantes do Universo em busca da perfeição, e o nosso destino é a
felicidade plena.
Nosso planeta é a residência que nos acolhe atualmente; portanto, amálo
e protegê-lo é o nosso lema.
A Terra, de uma beleza sem igual, é para nós outros, encarnados e
desencarnados, domiciliados temporariamente neste orbe azulado, o nosso
ninho de aconchego e progresso espiritual. Nossa concepção de beleza é
ajustada às condições de evolução do planeta. O que vemos e sentimos está
sintonizado com nosso modelo de “belo interior” e, por conseguinte,
vislumbramos fora o que somos por dentro.
“A boca fala do que está cheio o coração”, (1) disse Jesus, e nós
completamos: os olhos vêem conforme nossa atmosfera interior. É por isso que
alguns afinnam: este planeta é uma prisão; outros dizem porém: não, é um
hospital; mais além outros tantos asseguram: é um belo jardim de paz.
Tua casa psíquica determina tua existência, tua observação focaliza
pântanos pestilentos ou fontes cristalinas, serpentes ou pássaros e, assim,
diriges teu modo característico de ver, conforme teu modelo interior,
materializando e evidenciando as coisas ou as pessoas fora de ti mesmo.
O mundo moderno coloca o pensamento ecológico como um dos meios
para que os homens possam sobreviver no planeta, inter-relacionando
perfeitamente a flora e a fauna existentes em nosso meio ambiente. Tudo está
integrado em tudo: as águas necessitam das plantas e vice-versa; os animais,
das florestas; e os homens fazem parte desse elo ecológico, não como parte
imprescindível, mas como parte integradora.
Allan Kardec, um dos precursores do pensamento
ecológico, desde 1868, refere-se à Providência Divina como a
atenção de Deus para com tudo e todos, definindo-a como a
solicitude que “está por toda parte, tudo vê e a tudo preside, mesmo
as menores coisas; é nisso que consiste a ação providencial”. (2)
Transcorrido mais de um século, a humanidade continua estudando e

observando essa “atenção celestial”, em que cada ser vivo do planeta se
interconecta, sendo todos essencialmente necessários para a manutenção de
todos, e aprendendo a ver a vida em suas harmoniosas relações de “autoajuda”,
visto que submetida sempre a uma “Ação Superior e Inteligente”, que a
todos provê.
Paralelamente, e em razão disso, se os rios e as florestas morrerem, os
homens também perecerão de modo parcial.
Todos nós somos Natureza, somos vida em abundância. Também tu és
Natureza, e as várias moradas às quais se referia Jesus são hoje, pelo
Espiritismo, levadas a outras tantas interpretações de maior compreensão e
discernimento quanto ao modo de examinar e analisar a vida no planeta.
Ama a Terra! Ama a Natureza! Nosso mundo, nossa casa!