quinta-feira, 22 de março de 2012

ATAQUES NAS BOAS OBRAS Emmanuel

Um problema existe no campo das boas obras, que surge, de vez em vez, a
pedir-nos paciência e reflexão - o problema do ataque.
Reconheçamos que os irmãos mais particularmente chamados a servir são
aqueles que se mostram mais intensivamente policiados por incessante e geral
observação.
Freqüentemente, por esse motivo, para eles se encaminha o rigor de nossa
vigilância, porquanto aspiramos vê-los sem qualquer momento infeliz.
Fácil anotar que, de hábito, cada um de nós, entre os que nos dirigem ou nos
obedecem, anela encontrar criaturas tão perfeitas quanto possível. Se nos achamos em
subalternidade, queremos possuir chefes que se nos façam espelhos cristalinos de bons
exemplos, e, se comandamos, eis-nos a disputar cooperadores, às vezes até mesmo
mais eficientes que nós próprios. Acontece, porém, que reponta o dia em que aparecem
neles as imperfeições e fraquezas inerentes a nós todos - os espíritos em evolução na
Humanidade Terrestre - e choca-se-nos o ideal com a realidade. Quando desprevenidos,
atiramo-nos à censura sem perceber, ameaçando, em muitas circunstâncias a
estabilidade das tarefas que mais amamos, ao modo de tresloucado escultor que se
precipitasse a exigir a obra-prima de um dia para outro, golpeando o mármore
impensadamente.
Por ocasião de quaisquer ataques, no âmbito das realizações nobres em que nos
encontremos afeiçoados, verificaremos, assim, sem qualquer dificuldade, que eles são
endereçados geralmente aos companheiros que estão trabalhando e produzindo o bem
de todos, mesmo porque, em verdade, nas construções respeitáveis, não há tempo a
perder com os irmãos ainda voluntariamente estirados na inércia.
À vista disso, nos momentos de crítica, levantamentos uma pausa dedicada à
oração, porque o Senhor nos alumiará, norteando-nos a atitude; se houver erro a
corrigir, alcançaremos o tato da caridade para saná-lo no reajuste; se nos achamos
atacados, desculparemos, de imediato, quaisquer ofensas, multiplicando as próprias
forças na precisa abnegação; e se estamos atacando alguém, aprenderemos, para logo, a
identificar o lado bom da pessoa, situação, acontecimento ou circunstância que nos
preocupem na causa edificante a que tenhamos empenhado o coração.
Na hora do ataque, seja qual for, recorramos ao apoio da bondade e ao recurso
da prece, de vez que a oração e a misericórdia nos trarão um raio de luz da Mente
Divina, ensinando-nos a ver compreender, amparar e harmonizar, auxiliar e servir.