sábado, 31 de março de 2012

Educação

Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...”1
E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução
planetária.
Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse
mero aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto
externo da escola religiosa a suposto relevo individual, depois da
morte, na imaginária corte celeste.
Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser
aplicada em todas as condições, todos os dias.
A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz
em toda parte.
O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais
como matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado
em partículas infinitesimais que se atraem e se repelem,
reciprocamente, com o efeito de microscópicas explosões de luz.
A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem
terrestre mora num reino entrecortado de raios.
Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os
raios mentais condicionando os elementos em que a vida se expressa.
O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura
que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e
reação no tempo, sendo tão mensurável como o fotônio que,
arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço
com Velocidade determinada, sustentando o hausto fulgurante da
Criação.
A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-
os, repetimos.
Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas
sombras espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada
no cascalho da furna ou nas anfractuosidades do precipício.
Para que retrate a irradiação celeste e lance de si mesmo o
próprio brilho, é indispensável se desentrance das trevas, à custa
do esmeril do trabalho.
Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação
para todos os seres.
Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal,
fixou na forma imperativa a advertência a que nos referimos:
“Brilhe vossa luz.”
Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve
fulgir em sua grandeza plena.
E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação
que nos propicie o justo burilamento.
Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento
do campo íntimo, em exaltação de conhecimento e
bondade, saber e virtude, não será conseguida tão-só à força de
instrução, que se imponha de fora para dentro, mas sim com a
consciente adesão da vontade que, em se consagrando ao bem por
si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar
e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma,
capaz de refletir a Vida Gloriosa e transformar, conseqüentemente,
o cérebro em preciosa usina de energia superior, projetando
reflexos de beleza e sublimação.