sábado, 26 de maio de 2012

PERTURBAÇÃO E OBSESSÃO

Compartilhamos, em nome da beneficência, de recursos vários, como sejam - a
moeda e o agas
Na experiência terrestre, surge sempre um instante em que indagamos de nós
mesmos em que ponto nos achamos, quanto ao desajuste espiritual; e, se não estamos
afundados em plena desarmonia, muitas vezes identificamo-nos em perturbação
evidente. Isso porque, observado o princípio de que ninguém existe absolutamente
impassível, temos a vida sentimental permanentemente ameaçada por desafios
exteriores, em forma de episódios ou informes desagradáveis que se nos erigem por
medida de equilíbrio e resistência, na luta moral que somos chamados a travar, na área
de nossas atividades, em favor do próprio burilamanto.
Se à frente desse ou daquele sucesso menos feliz, costumamos
esquecer,sistematicamante, paciência e conformação, entendimento e serenidade, então
é preciso estabelecer o intervalo para reflexão, nos mecanismos da mente, a fim de que
venhamos a fazes em nós mesmos as retificações necessárias.
Em tais lances do cotidiano, quase sempre somos impelidos a pensar em
obsessão, supondo-nos vítimas de entidades vampirizantes.
O problema, porém, não se limita à influenciação espiritual dos adversários que
se nos encrava na onda psíquica, mas, principalmente, diz respeito à nós mesmos. Em
muitas situações e circustâncias das existências passadas, caímos em fundos precipícios
de ódio e vingança, desespero e criminalidade, operando em largas faixas de tempo
contra nós próprios, comprometendo-nos o destino; daí nasce o imperativo das
experiências regenerativas e amargas que se nos fazem indispensáveis, qual ocorre ao
aluno que se atrasou na escola, necessitado de novo exame, nas provas da repetência.
À vista de semelhantes considerações, toda vez que o sentimento se
nos desgoverne, procuremos assumir com segurança o leme do barco de nossos
pensamentos, na maré de provações da existência, na paz da meditação e no silêncio da
prece.
Através do auto-controle, vigiaremos a porta de nossas manifestações, barrando
gestos e palavras desaconselháveis, e, com o auxílio da oração, faremos luz para
entender o que há conosco, de maneira a impedir a própria queda em alienação e
tumulto.
Atendamos constantemente a esse trabalho de auto-imunização mental, porque,
junto ao imenso número de companheiros perturbados e obsidiados que enxameiam a
Terra de hoje, em toda a parte, encontramos milhares de criaturas irmãs que estão quase
às portas da obsessão.
Quanto menos simpatia, mais obstáculos.
Emmanuel