quarta-feira, 13 de junho de 2012

FERMENTO ESPIRITUAL

"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" -.
Paulo. (I CORINTIOS, 5:6).


O fermento é uma substância que excita outras substâncias, e nossa
vida é sempre um fermento espiritual com que influenciamos as
existências alheias.
Ninguém vive só.
Temos conosco milhares de expressões do pensamento dos outros e
milhares de outras pessoas nos guardam a atuação mental,
inevitavelmente.
Os raios de nossa influência entrosam-se com
as emissões de quantos nos conhecem direta ou indiretamente, e
pesam na balança do mundo para o bem ou para o mal.
Nossas palavras determinam palavras em quem nos ouve, e, toda
vez que não formos sinceros, é provável que o interlocutor seja
igualmente desleal.
Nossos modos e costumes geram modos e costumes da mesma
natureza, em torno de nossos passos, mormente naqueles que se
situam em posição inferior à nossa, nos círculos da experiência e do
conhecimento.
Nossas atitudes e atos criam atitudes e atos do mesmo teor, em
quantos nos rodeiam, porquanto aquilo que fazemos atinge o domínio
da observação alheia, interferindo no centro de elaboração das forças
mentais de nossos semelhantes.
O único processo, portanto, de reformar edificando é aceitar as
sugestões do bem e praticá-las intensivamente, por intermédio de
nossas ações.
Nas origens de nossas determinações, porém, reside a idéia.
A mente, em razão disso, é a sede de nossa atuação pessoal, onde
estivermos.
Pensamento é fermentação espiritual. Em primeiro lugar estabelece
atitudes, em segundo gera hábitos e, depois, governa expressões e
palavras, através das quais a individualidade influencia na vida e no
mundo. Regenerado, pois, o pensamento de um homem, o caminho
que o conduz ao Senhor se lhe revela reto e limpo.