segunda-feira, 11 de junho de 2012

A PALAVRA DE JESUS

Reunião de 6 de outubro de 1955.
Na parte final de nossas tarefas, tivemos a alegria de ouvir Meimei, a nossa abnegada
irmã de sempre, que nos falou, comovida, sobre a palavra de Jesus.
Meus irmãos.
Deus nos abençoe.
A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto
da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.
Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na
boca faminta, em felicidade para nós mesmos.
Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes
em simpatia em nosso favor.
Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados
por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e
mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.
Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...
Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.
E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós
para crescer e multiplicar-se.
Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que
vacilam, reconfortar s que choram e auxiliar os que padecem.
O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.
Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.
Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado e quem se refere a tempo
diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar
as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e sacrificarmo-nos pela vitória
do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.
Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino
do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no
silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.
Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só
uma certeza prevalece – a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males
que semeamos nas almas dos outros.
Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele,
em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - “Pai Nosso, seja feita a vossa vontade, assim
na Terra como nos Céus.”