terça-feira, 5 de junho de 2012

QUANDO HÁ LUZ

                                "O amor do Cristo nos constrange". - Paulo. (2 CORÍNTIOS, 5:14.)


Quando Jesus encontra santuário no coração de um homem, modifica
– se - lhe a marcha inteiramente.
Não há mais lugar dentro dele para a adoração improdutiva, para a
crença sem obras, para a fé inoperante.
Algo de indefinível na terrestre linguagem transtorna-lhe o espírito.
Categoriza-o a massa comum por desajustado, entretanto, o aprendiz
do Evangelho, chegando a essa condição, sabe que o Trabalhador
Divino como que lhe ocupa as profundidades do ser.
Renova –se -lhe toda a conceituação da existência.
O que ontem era prazer, hoje é ídolo quebrado o que representava
meta a atingir, é roteiro errado que ele deixa ao abandono.
Torna-se criatura fácil de contentar, mas muito difícil de agradar.
A voz do Mestre, persuasiva e doce, exorta-o a servir sem descanso.
Converte –se -lhe a alma num estuário maravilhoso, onde os
padecimentos vão ter, buscando arrimo, e por isso sofre a constante
pressão das dores alheias.
A própria vida física afigura –se -lhe um madeiro, em que o Mestre se
aflige. É-lhe o corpo a cruz viva em que o Senhor se agita crucificado.
O único refúgio em que repousa é o trabalho perseverante no bem
geral.
Insatisfeito, embora resignado; firme na fé, não obstante angustiado;
servindo a todos, mas sozinho em si mesmo, segue, estrada afora,
impelido por ocultos e indescritíveis aguilhões...
Esse é o tipo de aprendiz que o amor do Cristo constrange, na feliz
expressão de Paulo. Vergasta-o a luz celeste por dentro até que
abandone as zonas inferiores em definitivo.
Para o mundo, será inadaptado e louco.
Para Jesus, é o vaso das bênçãos.
A flor é uma linda promessa, onde se encontre.
O fruto maduro, porém, é alimento para Hoje.
Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem-aventurados
sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para
que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor!