quarta-feira, 22 de agosto de 2012

CONVITE À CONTINÊNCIA

“... A vossa santificação que vos abstenhais da prostituição.”
(1º TESSALONICENSES: capítulo 4º, versículo 3.)


Referimo-nos ao equilíbrio no uso das funções sexuais, em face dos
modernos conceitos éticos, estribados nas mais vulgares expressões do
sensualismo e da perversão.
Disciplina moral, como condição de paz fomentadora de ordem física e
psíquica, nos diversos departamentos celulares do corpo que te serve de veículo
à evolução.
A mente atormentada por falsas necessidades, responsabiliza-se por
disfunções glandulares, que perturbam a boa marcha das organizações
fisiológica e psicológica do homem.
Entre as necessidades sexuais normais, perfeitamente controláveis, e as
ingentes exigências do condicionamento a que o indivíduo se permite por educação,
por sociabilidade, por desvirtuamento, há a fuga espetacular para os
prazeres da função descabida do aparelho genésico, de cujo abuso só mais
tarde aparecem as conseqüências físicas, emocionais e psíquicas, em quadros
de grave comprometimento moral.
Em todos os tempos, o desregramento sexual dos homens tem sido
responsável por crises sérias no estatuto das Nações. Guerras cruéis que
assolaram povos, arbitrariedades cometidas em larga escala, em toda parte,
absurdos do poder exorbitante, perseguições inomináveis, contínuas, tragédias
bem urdidas, crimes nefandos têm recebido os ingredientes básicos das
distonias decorrentes do sexo em desalinho, eito de maldições e poste de
suplícios intérminos para quantos se lhe tornam áulicos subservientes.
Quedas espetaculares na rampa da alucinação, homicídios culposos,
latrocínios infelizes e perversões sem conta fazem a estatística dos disparates
nefandos do sexo em descontrole, perfeitamente adotado pela falsa cultura
hodierna.
Continência, portanto, enquanto as forças do equilíbrio íntimo se fazem
condutoras da marcha orgânica.
Dieta salutar, enquanto o matrimônio não se encarrega de propiciar a
harmonia indispensável para a jornada afetiva.
Mesmo na vida conjugal, se desejas estabelecer normas para a felicidade,

cuida-te da licenciosidade perniciosa, do abuso perturbador, da imaginação em
desvario...
Se te parecerem difíceis os exercícios de continência, recorda-te da oração
e mergulha a mente nos rios da prece, onde haurirás resistência contra o mal e
inspiração para o bem.
Quando, porém, te sentires mais açulado e inquieto, a ponto de cair,
refaze-te através do passe restaurador de forças e da água fluidificada, capazes
de ajudar-te na empresa mantenedora da harmonia necessária ao
progresso do teu espírito, na atual conjuntura carnal, evitando a prostituição
dos costumes sempre em voga, responsável por mil desditas desde há muito.