sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A EVOLUÇÃO DOS ANIMAIS

Os animais têm livre arbítrio?
- Não são simples máquinas como supondes, mas sua liberdade de ação é
limitada pela suas necessidades e não pode ser comparada à do homem. Sendo
muito inferiores a este, não tem os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos
atos da vida material.
(“O livro dos Espíritos”, questão nº 595)


Todas as coisas e todos os seres, plantas, animais, dotados ou não de
razão, estão em movimento de contínua ascensão, atraídos
vertiginosamente para o seio daquele dos qual todos os seres e todas
as coisas promanam.
Há um encadeamento Divino na Criação que, por agora, até
mesmo nós, os espíritos interessados no conhecimento das leis que a
ordenam, nos escapa. Tudo se interliga e tudo continua.
A doutrina espírita é evolucionista, ou seja, admite a transição
natural de uma espécie para outra e, ainda, de um reino para o
outro; se semelhante transição não fosse possível entre os inferiores,
certamente não o seria entre os superiores... Os que refutam a tese
da qual nos referimos, desconhecem que os chamados seres
angelizados nada tem a ver com os humanos em sua constituição.
Formam, se assim podemos nos expressar um reino que transcende
qualquer classificação ou nomenclatura.
Os seres “angelizados” estariam para os homens o que os animais
estão para vegetais, e estes para os minerais.
O espírito com a diversidade dos corpos que o constituem – Corpos
dos quais, progressivamente se desposa, em sua longa caminhada
em espiral - vai sendo gestado, nos claustros mais rudimentares da
criação, até que milênios adiante, se individualiza e, finalmente
conquiste a aureola definitiva da razão.
A ciência no terceiro milênio, debruçando-se mais detidamente no
terreno da química, há de concluir que seus elementos – cada um
deles – existem um certo grau de consciência, ou seja: apesar das
múltiplas combinações às quais se submetem, não perdem de todo a
“identidade”.
Nos animais, o princípio inteligente é uma inteligência
rudimentar, dominada pelos impulsos instintivos que ainda
predominam nos homens; o homem espiritualizado de amanhã, do
qual o Cristo é o protótipo, não mais agirá por instinto – em outras
palavras, instinto, inteligência e emoção serão “forças”
perfeitamente ajustadas, funcionando em harmonia.
Sem nos estendermos em maiores divagações em torno de tão
controvertido tema, deixemos claro nosso ponto de vista pessoal: A
evolução é uma lei que conduz a todos á mesma destinação; o reino
animal existirá sempre, mas o princípio inteligente que nele estagia
alcançará formas mais perfeitas de vida. As universidades nunca
poderão substituir os cursos de alfabetização.
Leon Denis, o legítimo continuador de Allan Kardec, escreveu, com
sabedoria sem par: “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal,
agita-se no animal de desperta no homem.
Respeitemos, nos ditos reinos inferiores da criação, o nosso próprio
passado, tanto quanto anelamos para conosco o respeito daqueles
que nos esperam no grande futuro.


Teus Olhos/Irmão José/Carlos Bacelli