domingo, 30 de setembro de 2012

Aproveitamento

“Medita estas coisas; ocupate
nelas para que o teu
aproveitamento seja manifesto a todos.”
Paulo (I Timóteo, 4:15)

Geralmente, o primeiro impulso dos que ingressam na fé constitui a
preocupação de transformar compulsoriamente os outros.
Semelhante propósito, às vezes, raia pela imprudência, pela obsessão. O
novo crente flagela a quantos lhe ouvem os argumentos calorosos, azorragando
costumes, condenando idéias alheias e violentando situações, esquecido de que a
experiência da alma é laboriosa e longa e de que há muitas esferas de serviço na casa
de Nosso Pai.
Aceitar a boa doutrina, decorarlhe
as fórmulas verbais e estenderlhe
os
preceitos são tarefas importantes, mas aproveitála
é essencial.
Muitos companheiros apregoam ensinamentos valiosos, todavia, no fundo,
estão sempre inclinados a rudes conflitos, em face da menor alfinetada no caminho
da crença. Não toleram pequeninos aborrecimentos domésticos e mantêm verdadeiro
jogo de máscara em todas as posições.
A palavra de Paulo, no entanto, é muito clara.
A questão fundamental é de aproveitamento.
Indubitável que a cultura doutrinária representa conquista imprescindível ao
seguro ministério do bem; contudo, é imperioso reconhecer que se o coração do
crente ambiciona a santificação de si mesmo, a caminho das zonas superiores da
vida, é indispensável se ocupe nas coisas sagradas do espírito, não por vaidade, mas
para que o seu justo aproveitamento seja manifesto a todos.