quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Gestos de amor

Uma frase escrita em um muro, perdida no meio de rabiscos e desenhos, diz o seguinte: O amor não existe, o que na verdade existe, são os gestos de amor.
Ao ler esta frase, a primeira questão que nos vem à mente, quase como um reflexo, é nos perguntar como alguém ousa dizer que o amor não existe.
Porém, no esforço de tentar compreender essa afirmativa, questionamos: Como podemos conhecer o amor, sem a ação que o coloca em movimento?
A partir daí, somos capazes de compartilhar da ideia  desse desconhecido autor, que nos convida a pensar que o amor somente se revela através das atitudes de cada pessoa.                    
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Gestos de amor...
Envolver um bebê recém-nascido nos braços, com encantamento e ternura, e perceber naqueles traços pueris, a manifestação da perfeição Divina.
Demonstrar interesse frente à empolgação de uma criança quando vem partilhar uma nova descoberta, por mais que, para nós adultos, não seja uma novidade.
Simplesmente escutar o outro, fixando-o nos olhos com atenção, mergulhando na profundidade do que está sendo falado.
Quanto bem somos capazes de proporcionar ao próximo nos colocando apenas na posição de ouvintes.
Presentear... Por mais singelo seja o presente, ele chega impregnado de bons fluidos de quem o oferta e carrega a mensagem: Lembrei-me de você.
Um afago, um abraço... O toque leva ao outro um pouco da energia salutar de quem o oferece.
Cuidar... do filho, do amigo, do irmão, do cônjuge, dos pais, dos avós e também daquele que pouco conhecemos.
Tratar quem quer que seja com respeito e consideração.
Partilhar, doar... qualquer coisa que o outro esteja precisando: alimento, agasalho, tempo, atenção, sorriso e afeto.
Dividir conhecimento... Cada ensinamento que passamos adiante é mensageiro de um pouquinho de amor.
Aconselhar, dialogar, preocupar-se, enfim, perceber a necessidade do outro e se fazer presente.
Perdoar... os afetos, os desafetos e a nós mesmos.
Ser caridoso. Jesus nos ensinou que a caridade nada mais é do que o amor em ação.
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É certo que o amor por si só existe. Enquanto Espíritos imortais, todos carregamos sua semente em nosso íntimo.
Mas para que façamos essa semente germinar, crescer e produzir frutos, é preciso que coloquemos o amor em movimento através das nossas atitudes.
As ações têm o seu início no pensamento e na vontade de realizá-las. Mas a virtude de fazer o bem só se torna ativa e tem valor, quando transformamos a nossa intenção em prática.
Façamos com que todos os nossos gestos, por mais simples que sejam, estejam envolvidos por esse nobre sentimento, o Amor.

Redação do Momento Espírita.