terça-feira, 18 de setembro de 2012

NUVEM DE TESTEMUNHAS

Os espíritos podem conhecer os nossos pensamentos?
- Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejáveis ocultar a vós mesmos, nem
atos nem pensamentos podem ser dissimulados para eles.
(“O livro dos Espíritos”, questão nº457)




Evidentemente que a resposta acima, quanto ao conhecimento que
os espíritos possam ter do pensamento dos homens, referem-se
áqueles cuja condição evolutiva lhes permite sondar o íntimo das
criaturas, de vez que de maneira geral, os desencarnados não
percebem dos homens mais do que os próprios homens conseguem
fazê-lo.
Espíritos existem que sequer lograram a ausculta de si mesmo na
vida além da morte!
Os espíritos, porém, atentos á vida dos homens na Terra com
propósitos de influenciá-los para o bem ou para o mal, sondam-lhes
íntimo e podem ter acesso ao móvel de suas ações, anulando-as ou
incrementando-as conforme os seus desejos
O pensamento é voz que se articula – embora os ouvidos humanos
se revelem moucos para ele, eis que ecoa de modo completamente
audível para os que fora do corpo se põe a registrá-lo.
Quem vive em sintonia com alguém saberá, inclusive, antecipar-lhe
as emoções, como se entre eles o estado de transe se fizesse
espontâneo e natural.
Os espíritos considerados obsessores ferrenhos são entidades que se
especializaram nas artimanhas de dominar, através do
pensamento, as suas vítimas, sem que necessariamente tenham que
estar próximos, á feição de dois espíritos, mais ou menos que
ocupassem o mesmo corpo.
Os casos obsessivos mais complexos de serem erradicados são
justamente aqueles em que, entre vítima e algoz se estabelecesse
uma interdependência psíquica.
As pessoas, cujos pensamentos pairam em região superior elevamse
e não oferecem campo para atuação dos desencarnados que
pululam ao seu redor, agindo inteiramente alheios à sua
capacidade de influenciação .
Acontece com os espíritos fenômeno semelhante ao que acontece
com os médiuns quando se dispõe à tarefa do intercâmbio: se estes,
para captarem o pensamento dos espíritos necessitam, digamos,
mediunizá-los, evocando-lhes a lembrança como ponto de fixação
da mente, os espíritos carecem de um ponto de interação com os
encarnados; este ponto de interação pode ser o interesse em comum,
sentimentos antagônicos, inclinações que se identificam... O ódio
atrai tanto quanto o amor; a diferença é que o ódio algema e o
amor liberta.
Sabendo o que foram os homens e o que fizeram em existências
anteriores, porque na maioria das vezes lhes compartilharam as
experiências, os espíritos, em seus contatos com os encarnados,
podem lhes revelar certas faltas ocultas da personalidade,
facilitando-lhes o trabalho de autoconhecimento.
Educar o pensamento e vigiar o ação, constituem-se, por isso
mesmo, em expediente indispensável para quem reclame maior
independência de atitude na vida, sem que se transforme em
joguete de entidades espirituais levianas e irresponsáveis.
Cercados de uma nuvem de testemunhas conforme a sábia
advertência do apostolo, que os homens não se esqueçam de que
nada do que pensem, falem ou façam passará despercebidos aos
olhes da lei.


Teus Olhos/Irmão José/Carlos Bacelli