quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PROFETAS E MEDIUNS

Qual o caráter do verdadeiro profeta?
- O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podemos
reconhecê-lo pelas suas palavras e por suas ações. Deus não se serve da boca de
um mentiroso para ensinar a verdade.
(“O Livro dos Espíritos”, questão nº629).



Os profetas, médiuns da palavra Divina no passado, tanto quanto,
por vezes, no presente, são espíritos que seguem à Terra com a
tarefa de alertar os homens quanto ao seu futuro espiritual,
abrindo-lhes clareiras quanto ao entendimento da vida.
São espíritos, não raro, sob duras provas, que buscam superar,
lutando para harmonizar o que lhes flui naturalmente dos lábios,
proveniente do Alto, com as atividades das quais ainda não se
desposaram de todo.
De tempos em tempos, cabe a estes companheiros mais
comprometidos com a Lei, corporificarem-se no planeta e se
exporem ao escárnio e à zombaria dos homens, que os rotulam de
loucos e fanáticos.
O próprio Cristo não escapou à sanha de quantos tiveram, pela
sua palavra, os seus interesses contrariados e, ainda, ao seu tempo
de pregação da verdade, à presença de quantos se anunciavam na
condição de messias do povo judeu, confundindo o joio com o bom
grão...
Interessante que respondendo ao codificador o assunto em
análise, os espíritos superiores não disseram que o verdadeiro
profeta se caracteriza, por exemplo, pela produção inusitada de
fenômenos psíquicos; definiram-no na condição de homem de bem,
discreto e constantes nas suas manifestações coerentes...
Os profetas, portanto, não se restringem á área da religião,
embora seja a fé a virtude que mais lhe suscita a aparição; temos
autênticos profetas no campo das artes, da poesia, da ciência, da
justiça, da vida comunitária... Espíritos que renascem para
vislumbrar caminhos e liderar povos, preparando o advento das
grandes transformações. Neste sentido muitos passam pela Terra em
quase completo anonimato, não freqüentando as páginas dos
jornais e nem se sobressaindo nos noticiários da televisão.
Influenciam o pequeno grupo social a qual se atrelam e, se se
afirmam como missionários autênticos, a alma então se lhe
transborda como rio que, por vezes, saindo do leito em que se
ajusta, vai fecundar á distância...
De certa forma na atualidade, os médiuns espíritas são os
profetas de antanho, chamados à responsabilidade de sustentar
acessa luz da crença na imortalidade; todavia devem fazê-lo não
apenas na condição de meros instrumentos da espiritualidade, mas
servindo de interpretes da vontade Divina no cotidiano de suas
vidas...
O médium, tarefeiro autêntico da terceira revelação só será
referendado pelo tempo, que, sem equivoco, lhe dimensionará o
tamanho do ideal e a sinceridade de propósitos no serviço que
abraça.
Profetas e médiuns de ontem, de hoje, e de sempre, guardemos a
convicção de que todo bem promana originariamente do Cristo,
nosso guia e modelo, atribuindo a ele todas as bênçãos que sejam
chamados a intermediar, em nossa função de simples vexilários da
luz que não nos pertence.