terça-feira, 16 de outubro de 2012

Auxílio eficiente

“E abrindo a sua boca os ensinava.”
(Mateus, 5:2)
O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à
frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelarse
em zona superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe
foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os
necessitados não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência quase sempre abusa das paixões populares
facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si
própria.
A política inferior convertea
em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolvea
nas expansões do pedantismo que lhe
é peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo
pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam d’Ele, começou a ensinarlhes
o
caminho reto, dandonos
a perceber que a obra educativa da multidão desafia os
religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imitelhe
o exemplo.
Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificarse
pelo trabalho
sadio e a sentirse
melhor.