quarta-feira, 24 de outubro de 2012

GENÉTICA E EVOLUÇÃO

O aperfeiçoamento das raças animais e vegetais pela ciência é
contrária à lei natural? Seria mais conforme a esta lei deixar as
coisas seguirem o seu curso natural?
- Tudo se deve fazer para chegar à perfeição, e o próprio homem é um
instrumento de que Deus se serve para atingir os seus fins.
Sendo a perfeição o alvo para o qual tende a natureza, favorecer a sua
conquista é corresponder aqueles fins.
(“O Livro dos Espíritos”, questão nº692)

A evolução da genética através das pesquisas de laboratório,
interferindo nos processos de aperfeiçoamento das raças animais e
vegetais, não é contrário às leis da natureza. Também, neste
sentido, a inteligência humana esta concorrendo para as obras
Divinas que não lhe dispensa o concurso.
Enganam-se quantos supõe que novas conquistas científicas
questionam a realidade do espírito, apregoada pela doutrina... A
ausência de raciocínio na fé induz o homem á fragilidade diante do
vertiginoso avanço na ciência da atualidade.
Ao invés de mais admirar a inteligência que, a cada dia, mais se
revela por traz de tudo o que existe, a insegurança e o preconceito
levam o homem á descrença e ao absurdo de admitir no acaso a
autoria do universo.
A inteligência humana está a serviço da Inteligência Divina e, sem
dúvida, o futuro ensejará gratas surpresas ao homem sobre a Terra,
desde, é claro, que ele não se perverta e não se entregue a uma
guerra de extermínio sem precedentes na história da humanidade.
O avanço tecnológico em todos os ciclos, o mapeamento genético
do corpo humano, os chamados vegetais trangênicos, as sofisticadas
técnicas de inseminação em laboratório – Tudo isto e muito mais
significam conquistas do espírito, amenizando-lhe o peso do karma,
em suas experiências no corpo.
Tanto quanto o espírito, a matéria também é susceptível de
aperfeiçoar-se...
Por outro lado a ciência, em termos biológicos, não está criando,
mas apenas viabilizando; devagar, o homem apenas está tomando
consciência do que sempre existiu e ele sempre ignorou: O homem
não faz as leis que regulam a vida material; ele as descobre e
aprende como utilizá-las.
Não será, pois, o Mundo Espiritual que terá de se adaptar aos
progressos da ciência, que parece lhe desafiar a previsibilidade; o
mundo físico com as profusas luzes do conhecimento que nos albores
do terceiro milênio, tem ascendido em todas as áreas do saber
humano, é que tem mais bem adequado á transcendência da vida,
que extrapola os limites estreitos da matéria.
Em seu natural dinamismo, o Espiritismo não se embaraçará entre
o avanço intelectual que, quanto mais se patenteie, mais há de se
confirmar os postulados que se lhe alicerçam a Fé Raciocinada.
A ciência que no passado, decretou a morte de Deus, preconizando o
império do materialismo está prestes a anunciar a existência do
Criador, vindo em socorro da fé na imortalidade, que as religiões
que estagnaram no tempo não estão mais logrando sustentar na
Alma humana.
Tanto no microcosmo quanto no macrocosmo, quanto mais se
envereda por labirintos jamais percorrido pela inteligência, o
homem surpreenderá Deus e a ciência. Finalmente expurgando da
crença o fanatismo, proclamará a verdade como religião universal
do espírito.