sexta-feira, 30 de novembro de 2012

EM FUNÇÃO DOS OUTROS

Que pensar dos que fogem do mundo para se dedicaram ao
amparo dos outros?
- Estes se elevam ao se rebaixarem, têm o duplo mérito de se colocarem acima
dos prazeres materiais e de fazerem o bem por cumprimento da lei do
trabalho.
(“O Livro dos Espíritos” questão nº771)


Os que renunciam a si mesmos para melhor se devotarem à
humanidade, olvidando os interesses de ordem pessoal, avançam
consideravelmente nas sendas da evolução, porquanto efetuam a
verdadeira posse. São aqueles que se doam ao semelhante, nada
reclamando para si...
Espíritos que vivem em função dos outros, descobrindo na
felicidade do servir o caminho da plenitude.
Evidentemente, não se trata daqueles que se isolam de todo e
qualquer contato com os semelhantes, limitando-se a orar por eles;
referimo-nos aos que se retraem em sua vida pessoal, para se
tornarem mais participativos na comunidade, extrapolando os
limites da oração. Referimo-nos áqueles que praticam e não
simplesmente teorizam.
A omissão dos bons tem sido a principal causa de agressividade
dos maus.
É, sem dúvida, de extremo valor a opção de vida daqueles que
deliberam canalizar as suas energias genésicas na concretização de
ideais que suprem as expectativas naturais neste sentido. Há quem
não constitua família própria, mas adota como suas as crianças
marginalizadas; há quem não edifique um lar para os seus anseios
afetivos, mas assume a responsabilidade de uma instituição social
de benemerência que lhe atenda as carências da alma.
Sobre a Terra, a evolução humana necessita da experiência de
todos os espíritos... Existem aqueles que somente se tornam úteis
devido a seus conflitos. Não se sentissem conforme se sentem, não se
animariam a sair de si mesmos; caso não sofressem, não se
inspirariam para amenizar a dor dos semelhantes... As grandes
obras também se alicerçam no pranto daqueles que o vertem!...
Não tivéssemos as almas solitárias, mas solidárias, o egoísmo
superaria em muito o otimismo; em busca do afeto sonhado, são
inúmeros que se exercitam na arte sublime de se ofertarem aos
outros...
Todo espírito, um dia, há de conhecer a solidão, o supremo
abandono!... O próprio Cristo são se furtou a semelhante
experiência: sentiu-se só entre os homens incontáveis vezes!...
Não há pior desastre para a alma do que o seu isolamento
consciente, fugindo ao convívio social com receio de que as
necessidades alheias o incomode; tais espíritos, cristalizando-se em
suas equivocadas concepções, levarão um tempo quase sempre
muito longo para se libertarem: Reencarnações em precárias
condições sociais que a coloquem inteiramente à mercê da bondade
alheia, para que, por sua vez, aprendam a ser bons.
Sair de dentro de si para a família e da família para a humanidade
– eis o percurso de ida; regressar da humanidade para a família e
da família para dentro de si – eis o caminho de volta, para que o
homem na posse de si mesmo, realize o seu encontro com Deus.
“Deus não pode considerar agradável uma vida em que o homem se
condena a não ser útil a ninguém” – ainda disseram os espíritos
superiores a Allan Kardec: O altruísmo coopera com a evolução do
espírito mais do que o seu esforço isolado no campo da
intelectualidade; para a conquista da sabedoria, vivenciar o bem é
imprescindível...
Os que se enclausuram em suas bibliotecas, exercitando a memória
e flexibilizando o raciocínio, não devem olvidar as necessidades do
coração. Sempre que possível, dêem trabalho a suas mãos na
pratica da solidariedade!...