sexta-feira, 23 de novembro de 2012

INTERDEPENDÊNCIA

homem ao buscar a sociedade obedece apenas a um
sentimento pessoal ou há também nesse sentimento uma
finalidade providencial de ordem geral?
- O home deve progredir, mas sozinho não o pode fazer, porque não possui
todas as faculdades, precisa do contato dos outros homens. No isolamento, ele
se embrutece e estiola.
(“O Livro dos Espíritos” questão 768).


Os espíritos em sua jornada evolutiva, adquirem as mais
diversificadas experiências – alguns avançam num setor de suas
faculdades, outros progridem em áreas diferentes de sua
personalidade. O contato social é imprescindível para a permuta de
conhecimentos.
Não raro, os espíritos se desgarram de certos grupos, indo estagiar
alhures, adquirindo novos conhecimentos para, mais tarde,
transmiti-los àqueles aos quais se desvincularam por impositivo da
evolução.
É da lei que aquele que siga adiante, desbravando caminhos, se
sinta responsável pelos que se acomodam na retaguarda: Em
encarnações de sacrifício, voltam para, além de ratificar as próprias
conquistas, impulsioná-los ao progresso... Assim, na realidade, o
homem mais se habilita para mais servir. De que valeria conquistar,
caso o resultado de seu empenho evolutivo não tivesse resultado a
não ser para si? Seria um extremado egoísmo iluminar-se negando
aos outros a própria luz.
Por este motivo tangido pelas circunstâncias, na maioria das vezes
adversas, o homem se coloca em contacto com quem não faz parte
do seu rol de afinidades, recebendo, por exemplo, na condição de
familiar, consangüíneo ou não, espíritos que não lhe inspiram
simpatia – espíritos que se lhe agregam á parentela, a lhe
solicitarem testemunhos de paciência e de desprendimento, de
tolerância e fraternidade.
Por outro lado, quem não é chamado a demonstrar o que sabe ou
o que imagina saber não terá certeza quanto ao valor das
conquistas efetuadas. Por está razão, no tempo justo, todos somos
convocados aos testes de promoção em que a vida nos averigua o
aproveitamento diante das lições cotidianas.
A miscigenação das raças, as imigrações, até mesmo as invasões
territoriais – tudo isto se constituem em medidas á primeira análise,
incompreensíveis, mas com finalidade que transcende.
Alguns, segundo o próprio codificador teve ocasião de observar, se
opõe à idéia da reencarnação por preconceito racial...
Ora, imaginemos se, no mundo espiritual os espíritos recalcitrantes
não se sentissem constrangidos a reencarnar no meio de uma raça
que, socialmente, lhes inspire desprezo... E o que dizermos, então,
do fanatismo religioso que, em muitos, subsiste além da morte? O
que seria da evolução se um hindu não reencarnasse como
muçulmano, e vice-verso? Ou, na linha de raciocínio anterior, um
branco não viesse a ocupar um corpo negro?
A reencarnação é a mais sábia das leis, e, digamos, a mistura que
enseja, a pouco e pouco extirpar da alma humana, em suas raízes
profundas, o orgulho, o egoísmo, o preconceito e o fanatismo.
Para combater o orgulho racial, até mesmo o sexo cumpre
importante papel – O desejo incontido, a paixão pela carne, a
atração física irresistível na libido que se exacerba; além do sexo
ainda destacaríamos a ambição – ambição de levarem impérios a
se unirem, famílias movidas pelos mesmos interesses a se fundirem,
povos dantes adversários a estreitarem laços...
De maneira imperceptível o homem se submete à sabedoria
Divina que, sem violência, lhe faz adquirir sua independência com o
outro.