quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

DE ALMA DESPERTA

"Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti." - Paulo. (II
TIMÓTEO, 1:6.)


É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinitamente
na sombra dos impulsos primitivistas.
À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de
longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com
as Leis Eternas.
Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a
luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se
extinga em nós.
Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e
aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre
as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.
Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às
escuras.
Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas. Nos
pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores. Nas
aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado
individualismo do pretérito que procura perpetuar-se. Nas ações de trabalho, em
obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.
Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao
desequilíbrio.
Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade
de acordar o "dom de Deus", no altar do coração.
Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com
decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós,
irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de
alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.
Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de
reacender a própria que luz.