quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

RESISTÊNCIA ESPIRITUAL

"Era perto da meia-noite; Paulo e Silas oravam e
cantavam hinos a Deus e os outros presos os escutavam".
(Atos, 16:25)

Reveste-se de profundo simbolismo aquela atitude de Paulo e Silas nas
trevas da prisão. Quando numerosos encarcerados ali permaneciam sem
esperança, eis que os herdeiros de Jesus, embora dilacerados de açoites,
começam a orar, entoando hinos de confiança.
O mundo atual, na esteira de transições angustiosas e amargas, não
parece mergulhado nas sombras que precedem a meia-noite?
Conhecimentos generosos permanecem eclipsados. Noções de justiça e direito,
programas de paz
e tratados de assistência mútua são relegados a pianos de esquecimento. Animais
furiosos aproveitam a treva para se evadirem dos recônditos escaninhos da alma
humana, onde permaneciam guardados pela cobertura da civilização, e tentam
dominar as criaturas empregando o terror, a perseguição, a violência. Quantos jovens
jazem no cárcere das desilusões, da amargura, do remorso, do crime? Através de
caminhos desolados ao longo de campos que as bombas devastaram, dentro de
sombras frias, ha mães que choram, velhos desalentados, crianças perdidas. Quem
poderá contar as angústias da noite dolorosa? Os aprendizes do Evangelho,
igualmente, sofrem perseguições e calúnias e, em quase toda parte, são conduzidos
a testemunhos ásperos. Muitos envolveram-se nas nuvens pesadas, outros
esconderam-se fugindo a hora de sofrimentos; mas, os discípulos fieis, esses
suportam ainda acoites e pedradas e, não obstante as trevas insondáveis da meianoite
da civilização, oram nos santuários do espírito eterno e cantam cânticos de
esperança, alentando os companheiros.
Enquanto raras almas sabem perceber os primeiros rubores da alvorada, em
virtude da sombra extensa, recordemos os devotados obreiros do Mestre e
busquemos na prece ativa o refugio consolador. Se o mundo experimenta a
tempestade, procuremos a oração e o trabalho, a f é e o otimismo, porque outro
dia glorioso esta a nascer, e em Jesus Cristo repousa nossa resistência espiritual.

Emmanuel