quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

SINAL DE AMOR

"E saíram os fariseus e começaram a disputar com ele,
pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do Céu."
- (João, 8:11.)

No Espiritismo cristão, de quando em quando aparecem aprendizes do Evangelho,
sumamente interessados em atender a certas solicitações, no capítulo dos fenômenos
psíquicos.
Buscam sinais tangíveis, incontestáveis. Na maioria das vezes, movimento não passa de
repetição do gesto dos fariseus antigos. Médiuns e companheiros outros, em grande
número, não se precatam de que os pedidos de demonstrações do céu são formulados,
por tentação. Há ilações lógicas no assunto, que cabe não desprezar.
Se um espírito permanece encarnado na Terra, como poderá fornecer sinais de Júpiter?
Se as solicitações dessa natureza, endereçadas ao próprio Cristo, foram consideradas
como gênero de tentação ao Mestre, pelo evangelho, com que direito poderão impô-las os
discípulos novos aos seus amigos do invisível? Ao contrário disso, os aprendizes fiéis
devem estar preparados ao fornecimento de demonstrações da Terra. É justo que o
cristão não possa projetar uma tela mágica sobre as nuvens errantes, mas pode revelar
como se exerce o ministério da fraternidade no mundo.
Nunca desdobrara a paisagem total onde se movimentam os seres invisíveis, mas está
habilitado a prestar colaboração no esclarecimento dos homens do porvir.
Quem solicita sinais do Céu será talvez ignorante ou portador de má-fé; entretanto os
que tentem satisfazê-los andam muito distraídos do que aprenderam como Cristo. Se te
requisitam demonstrações estranhas, podes replicar com segurança resoluto, que não
estás designado para à produção de maravilhas e esclarece a teu irmão que permaneces
determinado a aprender com o Mestre, a fim de ofereceres à Terra o teu sinal de amor e
luz, firme na fé, para não sucumbires às tentações.
Emmanuel