segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

CONTRA O PERIGO

"E digo-vos que todo aquele que me confessor, diante
dos homens, também o filho do homem o confessará,
diante dos anjos de Deus". - Jesus (Lucas, 12:8)

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar
o Mestre se resume tão somente numa profissão de fé por intermédio
das palavras. Para a demonstração de que aderimos, sinceramente, a
Jesus bastara subir a uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com
alguns amigos que ainda não nos conseguem compreender?
Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos
através dos tempos; mas essa atitude desassombrada e uma das faces
da realização, sem constituir, entretanto, o seu precioso conjunto.
Confessar o Cristo, diante dos homens, e revelar-lhe a luz e o poder
em ações de amor e desprendimento, que os homens vulgares ainda não
conhecem. Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas
pautar a vida em piano diferente e superior, de sorte que os
espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de
nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros lugares
e situações do mundo.
Não é fácil confessar a Jesus entre as comunidades terrestres quando
sabemos que ele próprio foi por elas conduzido a cruz do martírio;
mas e dessa confissão que a sua palavra persuasiva nos fala no
Evangelho da Verdade e do Amor.
É preciso se precate o discípulo contra o perigo de uma adesão verbal,
sem a participação de suas energias interiores.
O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas
do mundo; mas esse ato não se pratica apenas por palavras e sim por
todas as demonstrações vivas do coração.


Segue-me/Emmanuel/FCXavier