segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

CONVITE À JOVIALIDADE

“Se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes.”
(João: capítulo 13º, versículo 17.)

A palavra áspera aqui e o conceito azedo ali consubstanciam a aura do
desagrado.
O cenho carrancudo em regime de continuidade, deformando a aparência
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da face, materializa a expressão do tormento íntimo.
A habitual constrição facial, exteriorizando desagrado, produz a
possibilidade negativa do intercâmbio fraterno...
Eles passam, os atormentados de toda característica, assinalados pelas
marcas fundas dos dramas que ressumam dos painéis perispirituais, gerando
deformidades que exteriorizam, desagradáveis.
Indispensável cultivar a jovialidade em qualquer esfera de ação mormente
nas tarefas do Cristianismo Redivivo.
Movimentar o bem como quem suporta pesado fardo, significa desfigurar o
próprio bem.
Ensinar alegria e confiança entre asperezas, carrancas e severidade para
com os outros e sistemática de antipatia representa enunciar palavras belas e
viver paisagens sombrias.
Como um semblante vulgarizado por um sorriso de idiotia representa um
espírito agrilhoado à expiação, a dureza da face, o verbo cortante constituem
as armas de insidiosa enfermidade espiritual.
Jovialidade, portanto.
Um espírito agradável a reproduzir-se numa face amena, não obstante as
sombras e as lágrimas que, por vezes, expressam os impositivos da evolução
pela dor, gerando simpatia e afabilidade.
Cismando, porém, ameno, carregando a Cruz, todavia, tranqüilo,
azorragado e humilhado até à extrema e mísera posição, Jesus manteve o alto
padrão da jovialidade, em tal monta que mesmo em agonia amenizou as
circunstâncias que exornavam a tarde de hediondez para cantar esperanças
aos acompanhantes infelizes, acenando-lhes com a promessa do Paraíso, e
bordando-lhes a noite pesada em que padeciam intimamente com as estrelas
excelsas da paz ditosa.