quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ESPIRITISMO – CRENÇA COMUM

O espiritismo se tornará uma crença comum ou será apenas de
algumas pessoas?

- Certamente, ele se tornará uma crença comum e marcará uma nova era na
história da humanidade, porque pertence à natureza e chegou o tempo em que
deve tomar lugar entre os conhecimentos humanos. Haverá, entretanto,
grandes lutas a sustentar, mais contra os interesses do que contra a convicção,
porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combatê-lo,
umas por amor-próprio, e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus
contraditores ficando cada vez mais isolados, serão ao final forçados a pensar
como todos os outros, sob pena de se tornarem ridículos.
(“O livro dos espíritos”, questão nº798)

Nenhuma religião – sem que nossas palavras contrariem a resposta
dos espíritos à pergunta formulado por Kardec, se imporá às
demais, conquistando hegemonia espiritual sobre a humanidade; o
que prevalecerá, no grande futuro, será a verdade que cada crença
religiosa professe em concordância com o evangelho...
À medida que os interesses pessoais forem cedendo espaço ás
convicções de ordem geral, as idéias universalistas triunfarão,
impondo-se naturalmente. Haverá, sem dúvida, um consenso
espontâneo, fruto do amadurecimento das criaturas que se
renderão às evidências.
O espiritismo, revivendo as palavras do Cristo e abrindo caminhos
no campo da experimentação mediúnica, unindo fé e razão,
compele ás religiões tradicionais a reformularem antigos conceitos,
espiritualizando-se em seus rituais e abandonando o excesso de
formalismo na exteriorização da crença.
Socorrendo-as, em face do avanço do materialismo, segundo
palavras do codificador, o espiritismo é o mais poderoso auxiliar da
religião, porquanto enfrenta o materialismo em seu próprio campo,
possibilitando inéditas abordagens científicas da vida após a morte.
As idéias – sementes da árvore da verdade que existem em quase
todas as escolas de fé – é que haverão de sobreviver ás inevitáveis
transformações dogmáticas das religiões que, a pouco e pouco, se
identificarão em seus postulados básicos.
Neste sentido foi que os espíritos disseram que a Doutrina Espírita
há de se tornar uma crença comum e não naquele outro de
supremacia que, infelizmente, tem-se responsabilizado pelos mais
sangrentos conflitos, na história da humanidade – as guerras
religiosas.
O Espiritismo não é uma filosofia de salvação coletiva; os que lhe
abraçarem os princípios sempre haverão de fazê-lo
individualmente, interessados na própria iluminação, mantendo o
propósito de se transformarem em luzeiros para os que se
acomodem nas trevas.
Ser ou não ser espírita, portanto, é uma questão de
amadurecimento. O espírita não tem uma visão sectária da fé, pois
nele o ecumenismo é uma manifestação natural, e está sempre
aberto ao diálogo.
Assim como somos cristãos no espiritismo, haveremos de ser
espíritas nos mais deferentes segmentos do cristianismo – a
aceitação da Reencarnação, da Lei de Causa e Efeito e da
mediunidade, a cada dia, se generalizará; o maior obstáculo a ser
vencido, sem dúvida, será concernente á interpretação das sagradas
escrituras, mormente das palavras do Cristo...
Em desaparecendo os interesses e os motivos materiais de
dissensão – Notadamente os que se relacionem com o poder e com o
dinheiro – ensejarão um melhor entendimento entre os
representantes das diversas religiões, que descortinarão para a
verdade, mais amplas perspectivas da revelação do futuro.