quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não esperemos

Não esperemos por um sorriso para sermos gentis.
Não esperemos ser amados para amar.
Não esperemos ficar sozinhos para reconhecermos o valor de um amigo.
Não esperemos o melhor emprego para começarmos a trabalhar.
Não esperemos ter muito para compartilharmos um pouco.
Não esperemos a queda para nos lembrarmos do conselho.
Não esperemos a morte para dizermos o quanto amamos alguém.
Não esperemos a chuva para valorizarmos o dia de sol.
Não esperemos ser abraçados para darmos um abraço.
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração.
Não esperemos ter tempo para podermos servir.
Não esperemos a mágoa do outro para pedirmos perdão.
Nem esperemos a separação para nos reconciliarmos.
Não esperemos... pois não sabemos o tempo que ainda temos.
Pois ninguém precisa esperar para amar e buscar a felicidade.
A vida é uma oportunidade ímpar.
Estar neste planeta é uma imensa chance que temos de aprender, de levarmos daqui valores verdadeiros, levarmos amores maduros e duradouros, e deixarmos as memórias e vivências tristes do passado que tivemos.
Estar neste planeta é poder ajudá-lo a crescer, a deixar para as próximas gerações uma casa em ordem, reformada e melhor.
É deixar para nós mesmos, quem sabe, mais esperança.
Para isso, não podemos nos permitir acomodar, desanimar, deixar que a vida nos leve, ao invés de nós conduzirmos a vida.
Cada dia é único. Cada manhã é diferente. Cada noite tem sua beleza especial.
Por isso, despertemos para a vida realmente, deixando em cada instante a nossa contribuição, a marca de nossos corações por onde passarmos.
Ao final desta etapa – mais uma das muitas que ainda teremos – poderemos reconhecer, satisfeitos, que cumprimos nossa missão, que nosso viver não foi em branco, e que agora somos mais felizes do que éramos antes.
Por isso tudo, não esperemos.
Não esperemos ser amados para amar.
Nem a chuva para valorizarmos o sol.
Não esperemos a dor para acreditarmos na oração.
Nem o afastamento para darmos valor à presença.
Não esperemos ser chamados para nos oferecermos à tarefa.
Nem termos mais tempo para nos doarmos.
Não esperemos ouvir Eu te amo para dizermos Eu te amo.
Nem recebermos para então doarmos.
Somos seres repletos de experiências, de vivências em outras realidades, quando vestimos outros nomes e outros corpos.
Mas, em cada nova vida, a bênção do esquecimento do passado nos faz novos, nos dá o trabalho como um livro em branco, no qual contaremos nossa história, como se fosse a primeira que estivéssemos vivendo.
Trazemos na consciência e nas intuições as orientações necessárias para trilhar o novo caminho, fazendo com que os planos previamente traçados, na pátria espiritual, possam ser devidamente cumpridos.
Dessa forma, nosso tempo aqui precisa ser bem aproveitado, ser bem utilizado. Para isso não podemos esperar para agir no bem, não podemos esperar para construir nossa felicidade futura.

Redação do Momento Espírita com base em
texto de autoria ignorada.