segunda-feira, 15 de abril de 2013

FATALIDADE

Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não
morreremos se nossa hora não chegou?
- Não, não morrerás, e tens disso milhares de exemplos. Mas quando chegar a
tua hora de partir, nada te livrará. Deus sabe com antecedência qual o gênero
de morte do qual partirás daqui, e freqüentemente teu espírito também o
sabe, pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha dessa ou daquela
existência.

 Excetuando-se os casos de morte deliberada – os casos de suicídio –
todos os que deixam o corpo pela desencarnação o fazem no
momento aprazado pelas leis Divinas.
Por detrás do que não se compreende de imediato, vige a vontade
de Deus, que não raro se “submete” ao livre arbítrio do homem com
o propósito de educá-lo, ou seja, da imprudência cometida pela
criatura, o Criador lhe possibilita a lição.
Nem sempre o karma do homem está previsto em todos os seus
detalhes - a sua carência de aprendizado é tamanha, que qualquer
experiência imprevisível acaba por beneficiá-lo; o que entendemos
por prejuízo, visto por outro ângulo é lucro...
É comum que os homens tenham pressentimento da proximidade do
desenlace físico. Tal pressentimento revela que nele existe algo além
da matéria, porquanto até aonde se sabe, a matéria não possui
nenhum senso moral... Quantos partem de viagem, despedindo-se
daqueles que amam como se não fossem mais voltar? Quantos, em
certos momentos de inspiração, escrevem páginas de adeus aos seus
entes queridos? Quantos, contrariando inclusive opiniões médicas,
chegam a dizer que não se recuperarão da enfermidade que os
acomete?...
Sem dúvida, convençamo-nos de que a sabedoria Divina sempre
prevalece e transfigura os acontecimentos. O próprio acaso é seu
instrumento, revertendo situações e se apropriando de atitudes
para que nada lhe escape á previsibilidade – atitude que,
aparentemente lhe contrariem os desígnios.
A rigor, portanto, ninguém se libera do corpo físico sem o Divino
consentimento; até mesmo os casos de suicídio direto ou indireto,
com atenuantes ou agravantes, ocorrem, não com a anuência, mas,
com a permissão da Lei... Não podemos admitir que alguma coisa
no Universo se antecipe ou se oponha à Vontade do Criador.
Os que escapam, digamos, miraculosamente da desencarnação,
em certas circunstâncias, é porque tem ainda algo a desempenhar
na Terra. O mecanismo da Lei os isenta com precisão matemática,
porém, quando lhes chegar a hora, também com precisão
matemática a Lei os requisitará a irreparável prestação de contas.
Todos os dias, através das suas menores ações, o homem está
influenciando os mecanismos do destino, gerando causas e anulando
efeitos.
Agir no bem significa frustrar surpresas desagradáveis e
desarticular processos de dor que, de certa maneira, se farão
inevitáveis; enquanto semelhantes processos não forem modificados,
a tendência é que as experiências infelizes a que dão origem se
repitam. Por este motivo, muitos espíritos reencarnam diversas
vezes faceando as mesmas dificuldades e limitações; enquanto não
são superados, os obstáculos não se arredam do caminho...
Todavia, porque a chamada hora da morte seja fatal para o
homem na Terra, não se segue que, deliberadamente, ele possa
apressá-la sem graves danos à consciência. A intenção com que se
fazem as coisas, diante das Leis Divinas, tem maior peso e
conseqüência do que as próprias coisas em si.