terça-feira, 2 de abril de 2013

SAMARITANOS E NÓS

Quem de nós não terá caído, alguma vez, em abandono ou penúria, aflição,
amargura, engano ou perturbação?
À face disso, para nós o samaritano da bondade – a criatura que nos reergue ou
reanima - será sempre aquela pessoa:
que nos acolhe nos dias de tristeza com a mesma generosidade com que nos
abraça nos instantes de alegria;
que nos estima, assim tais quais somos, sem reclamar-nos espetáculos de
grandeza, de um dia para o outro;
que nos levanta do chão das próprias quedas para o regaço da esperança, sem
cogitar de nossas fraquezas;
que nos alça do precipício da desilusão ao clima do otimismo, sem reprovar-nos
a imprevidência;
que nos ouve as queixas reiteradas, rearticulando sem aspereza o verbo da
paciência e da compreensão;
que nos estende essa ou aquela porção dos recursos que disponha, em favor da
solução de nossos problemas, sem pedir o relatório de nossas necessidades e
compromissos;
que nos oferece esclarecimento, sem ferir-nos o brio;
que nos ilumina a fé, sem destruir-nos a confiança;
que se transforma em harmonia e concurso fraterno, seja em nossa casa, ou no
grupo de serviço em que trabalhamos;
que se nos converte no cotidiano em apoio e cooperação, sem exigir-nos
tributos de reconhecimento;
que, por fim, se transubstancia, em nosso benefício, em luz e consolação,
amparo e benção.
Detenhamo-nos a pensar nisso e lembrando, reconhecidamente, quantos se nos
fazem samaritanos do auxílio e da bondade, nas estradas da existência, recordemos a
lição de Jesus e, diante dos outros, sejam eles quem sejam, façamos nós o mesmo.


Aulas da Vida/Emmanuel/FCXavier