sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

BASES

“Disse-lhe
Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.”
(JOÃO, 13: 8)

É natural vejamos, antes de tudo, na resolução do Mestre, ao lavar os pés
dos discípulos, uma demonstração sublime de humildade santificante.
Primeiramente, é justo examinarmos a interpretação intelectual, adiantando,
porém, a análise mais profunda de seus atos divinos. É que, pela mensagem
permanente do Evangelho, o Cristo continua lavando os pés de todos os seguidores
sinceros de sua doutrina de amor e perdão.
O homem costuma viver desinteressado de todas as suas obrigações
superiores, muitas vezes aplaudindo o crime e a inconsciência. Todavia, ao contacto
de Jesus e de seus ensinamentos sublimes, sente que pisará sobre novas bases,
enquanto que suas apreciações fundamentais da existência são muito diversas.
Alguém proporciona leveza aos seus pés espirituais para que marche de
modo diferente nas sendas evolutivas.
Tudo se renova e a criatura compreende que não fora essa intervenção
maravilhosa e não poderia participar do banquete da vida real.
Então, como o apóstolo de Cafarnaum, experimenta novas
responsabilidades no caminho e, desejando corresponder à expectativa divina, roga a
Jesus lhe lave, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.