sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ESFORÇO E ORAÇÃO

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar,
à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.”
(MATEUS, 14: 23)


De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto
retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos
vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer
em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas
também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa
necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e
sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto
mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E,
pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da
tarefa.
Esforço e prece completam-se
no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria
desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse
genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida
espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca
te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de
orares “à parte”, recordando o Senhor.