quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

REUNIÕES CRISTÃS

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da
semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com
medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se
no
meio deles e disse-lhes:
Paz seja convosco.”
(JOÃO, 20: 19)




 Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi
considerada digna das relações com a espiritualidade.
O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que
houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a
mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim como suavizara a
antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as
determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.
Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários
gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que
surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna. Desde
essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível
e o invisível. A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o
doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se
reuniriam, tanto nos cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos
tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembléias é sempre a mesma,
seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.
O objetivo é um só: procurar a influenciação dos planos superiores, com a
diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se,
com mais
abundância, em vôos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do
dogmatismo e do sacerdócio organizado.