segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Que é a carne?

“Se vivemos em Espírito, andemos também em
Espírito.”
Paulo (GÁLATAS, 5: 25)

Quase sempre, quando se fala de espiritualidade, apresentam-se
muitas
pessoas que se queixam das exigências da carne.
É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de concupiscências da
carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. Nós mesmos, freqüentemente,
nos sentimos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as
lições do Evangelho. O próprio Mestre figurou que o espírito, como elemento
divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca.
Entretanto, que é a carne?
Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não
percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluídos condensados?
Naturalmente, esses fluídos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da
existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é
passivo e não determina por si. Podemos figurá-lo
como casa terrestre, dentro da
qual o espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más
de seu possuidor.
Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a expressão por
faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.
Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a ingratidão, a má-fé,
o
traço do traidor, nunca foram da carne.
É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de
auto-domínio, acordando-lhe
as faculdades de disciplinador e renovador de si
mesmo, em Jesus Cristo.
Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir ao conjunto de
células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes e desvios da
Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.