domingo, 27 de abril de 2014

O que fazemos nós?

Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade.
Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo.
Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando.
O mundo sempre foi feito de contrastes.
Na multidão, que somos todos nós, os espíritos reencarnados na Terra, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual.
Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.
Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.
Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.
Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz.
Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade.
A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.
Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação.
Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez?
Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?
Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários?
Se nos cansamos da maneira venal como homens e mulheres vêm comercializando seus corpos, como vêm barateando o sexo, reduzindo-o a instrumento leviano de prazer, será que temos tido uma postura de sensatez e respeito para com nosso próprio corpo?
A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores.
Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós.
Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente.
Tudo é uma questão de escolha.
Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos.
A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós.
Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros.
Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.
Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo.
Pensemos nisso. Façamos isso.
Redação do Momento Espírita.