sábado, 5 de abril de 2014

Verbo e Vida

Em matéria de auxílio aos semelhantes, urge não esquecer a função poderosa do
verbo.
As palavras beneficentes são os alicerces fundamentais da beneficência sempre que
estejamos acordados para a edificação do Reino do Amor.
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Quando a secura nos assalte o ambiente, através dos companheiros que se mostram
desgastados em provas constantes, as expressões de reconforto podem ser o bálsamo
espiritual com que se lubrifiquem as engrenagens do cotidiano. Ante contendas e discussões
que suscitem afastamento e incompatibilidade, funcionam por agentes de paz,
estabelecendo segurança e entendimento. Se a incompreensão desequilibra o trabalho em
andamento, são portas abertas para harmonia e reajuste. Junto dos que caíram à margem
da estrada, constituem apetrechos de socorro, reerguendo-os para a vida. Ao lado de irmãos
em erro evidente, servem como fatores de ponderação e reequilibrio, sem qualquer recurso à
violência. Diante das circunstâncias graves, recordam bisturis conduzidos por mãos hábeis
na supressão de problemas que nos agravariam as lutas da existência. Perante os incêndios
da cólera ou do azedume, da condenação ou da discórdia, são fontes extintoras da
perturbação, carreando tranqüilidade e bênção.
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Exatamente com as palavras é que se estruturam as leis em que se educam e se orientam
as criaturas na Terra, tanto quanto na Terra se inscrevem as revelações dos Céus para o
burilamento e elevação dos homens.
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Verifica, desse modo, o que fazes com as próprias palavras.
Por elas e com elas, é que operas em ti e por ti mesmo, em teu favor ou em teu
prejuízo, a paz ou a discórdia, o bem ou o mal, a treva ou a luz.